Governo contesta familiares de desaparecidos políticos: “Todos os esforços possíveis estão sendo feitos”
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Governo contesta familiares de desaparecidos políticos: “Todos os esforços possíveis estão sendo feitos”

Roldão Arruda

17 de julho de 2012 | 17h19

Os ministérios da Defesa, Justiça e Direitos Humanos divulgaram nota contestando as acusações feitas por familiares de desaparecidos na região da Guerrilha do Araguaia. A nota afirma que os familiares sempre tiveram acesso às atividades e informações produzida pelo Grupo de Trabalho Araguaia (GTA), criado especialmente para conduzir as buscas de restos mortais.

Os dois ministérios também contestam as insinuações de que não possuem tecnologia e conhecimento científico suficiente para identificar as ossadas já encontradas. “O GTA dispõe de todos os meios (físicos e financeiros) para cumprir suas tarefas. Conta com as mais modernas técnicas de identificação humana e não poupará esforços para obter êxito nessa missão”, diz a nota, cuja íntegra pode ser lida no site da Defesa.

As reclamações dos familiares, divulgadas pelo Estado, foram encaminhadas à Corte Interamericana de Direitos Humanos, que pediu explicações ao Brasil. De maneira sintética, o que eles dizem é o seguinte: o GTA, criado em 2009, não produziu nenhum resultado conclusivo até agora. Nenhum dos desaparecidos no conflito, ocorrido entre 1972 e 1974, foi identificado em decorrência de seus esforços. Só neste serão gastos cerca de R$ 2,5 milhões com as buscas.

Os familiares criticam a forma como o trabalho é feito, com ênfase na mobilização de militares. Afirmam que seria melhor o governo abrir os arquivos secretos das Forças Armadas, que podem conter informações sobre a localização dos restos mortais, em vez de enviar de cinco a seis expedições por ano ao sul do Pará. O dinheiro público estaria sendo mal empregado, de acordo com essa visão.

A nota foi divulgada em Marabá, onde está reunido agora o GTA, após concluir novas buscas nos cemitérios de Sãp Geraldo do Araguaia (PA) e Xambioá (TO). O texto conclui afirmando que “todos os esforços possíveis estão sendo feitos para encontrar os desaparecidos políticos que tombaram no Araguaia, de modo a poder devolvê-los às famílias”.

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