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Família Herzog aguarda certidão de óbito do jornalista

Roldão Arruda

22 de janeiro de 2013 | 16h39

A família de Vladimir Herzog, assassinato em outubro de 1975, na sede do DOI-Codi, em São Paulo, espera receber nesta semana o novo registro de óbito do jornalista. Por decisão judicial, no novo documento, onde aparecia como causa da morte a expressão “asfixia mecânica por enforcamento”, passará a constar: “Morte por decorrência de lesões e maus tratos sofridos durante o interrogatório em dependência do 2.º Exército (DOI-Codi)”.

Segundo o filho do jornalista, Ivo, presidente do Instituto Vladimir Herzog, o pedido de mudança, acolhido pela Justiça, já transitou em todas as fases do Judiciário. “Falta apenas a expedição do documento pelo cartório”, disse.

A esperança da família é que o novo atestado fique pronto até quinta-feira, 24.

Herzog trabalhava na TV Cultura e foi convocado pelas autoridades militares, durante a ditadura, para prestar depoimento na sede do DOI-Codi, um dos principais núcleos da repressão no País. Ele se apresentou, foi detido e, segundo as autoridades da época, cometeu suicídio na cela.

A versão oficial foi desmentida e o Estado reconheceu a culpa. Para completar o processo, segundo a família, faltava a expedição da nova certidão de óbito.

Em dezembro, ao rejeitar um recurso administrativo do Ministério Público, que não concordava com os termos da nova certidão, o corregedor do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, afirmou que o compromisso dos Registros Públicos é com a verdade real. “O anacronismo da cultura jurídica ainda não se compenetrou de todo com a atual realidade brasileira, resultado da opção constituinte por verdadeira constitucionalização da ordem jurídica”, afirmou.

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