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Ex-ministra de Lula pode voltar à cena com Haddad

Roldão Arruda

29 de outubro de 2012 | 23h18

O nome da ex-ministra Matilde Ribeiro figura na lista dos cotados para chefiar a futura Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial, uma das promessas de campanha de Fernando Haddad (PT).

Além de militante histórica dos movimentos negro e feminista, Matilde é filiada ao PT, tem ligações com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e dirigiu durante quase cinco anos a Secretaria Especial de Promoção de Políticas da Igualdade Racial (Seppir). Ela chegou ao ministério em 2003, pelas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pediu demissão em 2008.

Saiu em meio a uma série de denúncias sobre gastos considerados excessivos com os cartões de crédito corporativos distribuídos pelo governo federal a funcionários, para despesas emergenciais. Ela reconheceu que agiu de forma errada, seguindo orientação de assessores,  e disse que teria corrigido o problema antes, se tivesse sido alertada.

Para alguns setores do PT, Matilde não teve culpa e se demitiu por pressão da mídia. Sua indicação para a secretaria seria uma forma de redimi-la e de aproveitar seus conhecimentos na área. Para outros setores, porém, a escolha poderia criar polêmicas e constrangimentos desnecessários no início do mandato de Haddad.

No plano federal, a Seppir tem sido tradicionalmente disputada entre o PT e o PC do B. Em São Paulo não será diferente. Na longa lista de cotados para a nova pasta também figuram os nomes de Leci Brandão, deputada estadual pelo PC do B, e Flávio Jorge Rodrigues da Silva, militante do movimento negro, mais próximo do PT.

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