“Estamos devendo muito ao povo”, diz Olívio Dutra, sobre PT
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“Estamos devendo muito ao povo”, diz Olívio Dutra, sobre PT

Roldão Arruda

25 de janeiro de 2013 | 20h41

Petista histórico, o ex-governador gaúcho Olívio Dutra vem se destacando como um dos principais críticos do seu partido. Dias atrás afirmou que José Genoino (SP) errou ao assumir a vaga de deputado na Câmara após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Também disse que o mensalão se deveu a um conjunto de erros cometidos pelo partido.

Agora, em entrevista ao jornal Brasil de Fato, ele volta à carga, com mais críticas ao mensalão e ao processo de in?exão conservadora que teria ocorrido no interior da legenda. Segundo o ex-governador e ex-ministro das Cidades, em nome da governabilidade o PT deixou de levar adiante seu programa.

Eis algumas questões abordadas pelo petista na entrevista:

Governabilidade – “Acabamos con­temporizando sob a alegação da gover­nabilidade, tendo que construir uma maioria não programática no Congres­so, tanto no primeiro quanto no segun­do governo do Lula, e até mesmo ago­ra. Mesmo havendo coragem para en­frentar os desa?os de um país tão gran­de e com desigualdades imensas, esta maioria não programática sempre pu­xou para baixo a execução de um programa que enfrentasse com radicalida­de situações de desigualdade que pe­nalizam milhões de brasileiros.”

Dívida – “Estamos devendo muito ao povo brasileiro, mesmo que tenha­mos conquistados direitos sociais, me­lhor distribuição da renda, oportunida­de de emprego e trabalho regular. Mas não ?zemos, por exemplo, a reforma agrária com a radicalidade necessária.”

Reformas – “Com a maioria que constituímos, não ?zemos nenhuma das reformas funda­mentais do Estado… Não mexemos na estrutura deste Es­tado, que continua sendo uma cidade­la dos grandes interesses econômicos e culturais.”

Mensalão – “As instâncias partidárias afrouxa­ram-se de tal maneira que inclusive tive­mos pessoas importantes do PT que co­meteram políticas que não se diferen­ciam das políticas tradicionais que sem­pre condenamos, sob alegação da gover­nabilidade e essas coisas todas.”

Futuro – “O PT jamais poderia ter feito isso (mensalão) mas pode, daqui para frente, se assumir como partido da transformação e não da conciliação.”

Lançado há dez anos, o semanário Brasil de Fato é mantido com o apoio de organizações como o Movimento dos Sem Terra (MST), pastorais sociais da Igreja Católica, Consulta Popular, entre outras. Um de seus conselheiros mais destacados é João Pedro Stédile, líder do MST.

As críticas de Dutra representam o pensamento da ala mais à esquerda do PT. Para ler a entrevista na íntegra basta clicar neste link

Acompanhe o blog pelo Twitter – @Roarruda

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