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Declaração de Lula a Chávez – “tua vitória é a nossa vitória” – animou ato de apoio em São Paulo

Roldão Arruda

06 de setembro de 2012 | 00h23

O resultado da eleição presidencial na Venezuela, no dia 7 de outubro, pode ter impacto político em toda a América Latina e preocupa as organizações e partidos que se consideram situados à esquerda do espectro político. Esse foi o principal enfoque dos discursos do ato denominado O Brasil Está com Chávez, realizado nesta quarta-feira, 5, em São Paulo, com o apoio de partidos, centrais sindicais, movimentos sociais e entidades estudantis.

Cerca de 300 pessoas participaram do ato de apoio ao presidente Hugo Chávez, candidato à reeleição, num dos salões da Casa de Portugal, no bairro da Liberdade. O primeiro a discursar foi Walter Pomar, que representou o Foro São Paulo, entidade que agrega partidos e movimentos da América Latina e Caribe que se autoidentificam com a esquerda.

Ele contou que no 18.º encontro do Foro, realizado recentemente em Caracas, foi apresentada uma saudação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gravada em vídeo, na qual ele afirma: “Chávez, a tua vitória será a nossa vitória.”

Segundo Pomar, que também faz parte da direção nacional do PT, a resolução final do encontro seguiu a mesma linha: “Enfatiza que a vitória de Chávez terá importância para toda a esquerda da América Latina.”

Em nome do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, afirmou: “O resultado da eleição na Venezuela vai alterar a correlação de força em todo o continente. De um lado está o Henrique Capriles, oriundo de tudo o que há de pior na direita latino-americana, um puxa saco medíocre dos americanos; e, do outro lado a figura do Chávez e o que ele representa: um projeto alternativo e popular para os povos da América Latina retomarem o destino em suas mãos.”

Ainda segundo Stédile, “se, porventura, o povo da Venezuela perdesse essa disputa, os capitalistas, coordenados pelos americanos do norte, retomariam a ofensiva e, quiçá, entraríamos para um novo período neoconservador na América Latina”.

O escritor Fernando Morais criticou a cobertura dada às questões venezuelanas pela imprensa brasileira. “Ninguém deu, senão em pé de página, o resultado de um levantamento feito pela ONU, apontando que o o País com as menores desigualdades na América Latina, com a menor distância que separa ricos e pobres é a Venezuela chavista.”

O representante do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, que foi candidato à Presidência em 2010, também destacou os avanços sociais obtidos nos governos de Chávez. Para Ricardo Abreu, do PC do B, o Brasil vive no momento dois processos eleitorais simultâneos: “A campanha brasileira e a de apoio a Chávez.”

O ato, organizado com o apoio de 18 entidades, foi encerrado com um discurso do embaixador venezuelano, Maximiliano Arvelarz, e um show musical.

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