Dois candidatos no altar, dois estilos diferentes
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Dois candidatos no altar, dois estilos diferentes

Roldão Arruda

05 de outubro de 2012 | 19h30

O candidato Gabriel Chalita (PMDB) voltou a demonstrar, na noite de quinta-feira, 4, sua intimidade com os rituais das celebrações católicas mais ao gosto do movimento carismático. Ao participar da tradicional missa celebrada pelo bispo d. Fernando Figueiredo e o padre Marcelo Rossi, no Santuário Mãe de Deus, em Santo Amaro, ele mostrou que sabia de cor das letras das músicas. Também agitou os braços, ajoelhou, bateu palmas e abraçou os outros devotos nos momentos apropriados e com precisão.

José Serra (PSDB), que estava sentado à frente dele, ao lado do celebrante, no altar que mais parece um palco italiano, a mais de dois metros do chão, mostrou-se mais contido.

Isso não quer dizer que o tucano seja um neófito naquele território. Amigo de d. Fernando, ele costuma ir ao santuário em ocasiões especiais. Uma delas foi o encerramento da campanha presidencial de 2002.

Nesta semana, Serra também decidiu encerrar no templo a campanha para a Prefeitura de São Paulo. “Ele telefonou avisando que viria e eu concordei”, conta o bispo. “O Chalita quis vir no mesmo dia e eu também concordei. Como franciscano, estou sempre disposto a acolher quem me procura.”

Foi assim, na versão do bispo, que os dois subiram juntos ao altar, na quinta-feira. Serra ganhou um lugar de maior destaque, na primeira fila. Mas quem mostrou ser mais conhecido daquela audiência e ganhou aplausos mais calorosos foi Chalita. Ao final, enquanto o tucano saía discretamente pelos fundos, o peemedebista descia para o meio dos fiéis, que o disputaram para fotos.

A diferença entre eles é que Chalita tem uma relação mais estreita com carismáticos – grupo católico que a cada eleição se mostra mais organizado na defesa de seus interesses e de candidatos.

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