Ditaduras: nas páginas da Granta, no palco e na memória
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Ditaduras: nas páginas da Granta, no palco e na memória

Roldão Arruda

16 de julho de 2012 | 18h54

No conjunto de 20 textos selecionados pela revista literária Granta para serem publicados em sua próxima edição, dois abordam a questão das ditaduras militares na América Latina. Um deles é o conto Violeta, de Miguel Del Castillo, cujo pano de fundo é a ditadura uruguaia (1973-1985). Julián Fuks, que vive em São Paulo, aborda o caso da Argentina (1976-1983) em O Jantar.

Dell Castillo é filho de pai uruguaio e mãe brasileira. O pais de Fuks são argentinos. Nenhum dos dois vivenciou diretamente o período ditadorial. Seus nomes foram selecionados entre jovens escritores com menos de 40 anos.

A ditadura argentina também apareceu com destaque na seção de peças estrangeiras do Festival Internacional de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, encerrado na semana passada. O texto do espetáculo Mi Vida Después, apresentado na sexta e no sábado, foi montado a partir de depoimentos de filhos de pessoas que tiveram algum papel no período da ditadura militar.

Segundo Gustavo Fioratti, da Folha Ilustrada, “são memórias nebulosas e repletas de lacunas”. Ele também informa que o trabalho foi desenvolvido pela escritora e encenadora Lola Arias, que, desde 2007, investiga o gênero documental.

Ainda sobre ditaduras: há vinte anos, no dia 14 de julho de 1992, a TV Globo iniciou a apresentação da minissérie Anos Rebeldes, de Gilberto Braga. Com vinte capítulos, foi uma das primeiras obras a abordar na TV a questão da resistência à ditadura militar brasileira (1964-1985). 

O folhetim se desenrolava em torno da história de dois jovens estudantes do Colégio Pedro II, no Rio: Maria Lúcia (Malu Mader), para quem as questões políticas deviam ser deixadas de lado, e João Alfredo (Cássio Gabus Mendes), líder do movimento estudantil da época.

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