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Desocupação da terra indígena segue em ritmo lento

Roldão Arruda

18 de dezembro de 2012 | 20h53

De acordo com o último balanço da ação de desocupação da Terra Indígena Marãiwatsédé, no Mato Grosso, foram vistoriadas até o final desta terça-feira (18) um total de 41 fazendas. Dessas, apenas 18 estavam desocupadas e foram oficialmente retomadas. Nas demais, a Polícia Federal entregou aos ocupantes uma intimação para que retirem seus pertences no prazo de 24 horas.

A terra indígena tem 165.241 hectares e está localizada entre os municípios de São Félix do Araguaia e Alto Boa Vista. Atualmente, 928 índios xavantes estão confinados em uma pequena parte da área.

Os xavantes esperam a desocupação da terra desde 1998, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso homologou o território como terra indígena. Ele seguiu os termos da Constituição, que também determina que, no caso de terras tradicionalmente pertencentes a índios, as benfeitorias não devem ser indenizadas.

A ação legal de desocupação teve início em agosto deste ano. Os ocupantes da área recorreram e, em outubro, o ministro Carlos Ayres Britto, do STF, determinou o prosseguimento da ação.

Segundo relato da repórter Fátima Lessa, de Cuiabá, levantamento feito pela Fundação Nacional do Índio (Funai) indica que a área enfrentou um forte processo de desmatamento nos últimos vinte anos. Dados do órgão mostram que, em 1992, cerca de 66% (108.626 ha) da área total de Marãiwatsédé eram cobertos por florestas e 11% (18.573 ha) por vegetação típica de cerrado. Atualmente, 61,5% do território está desmatado. A terra foi ocupada sobretudo com pastagens e agricultura.

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