Design popular, da periferia para o Ibirapuera
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Design popular, da periferia para o Ibirapuera

Roldão Arruda

21 de janeiro de 2013 | 21h51

Na sexta-feira, 25, feriado comemorativo do aniversário de São Paulo, será aberta na cidade a mostra Design da Periferia. Promovida pela Secretaria Municipal de Cultura, com curadoria de Adélia Borges, é resultado de extensa garimpagem de lições de design que surgem da inventividade popular.

Reúne objetos, fotos e vídeos do acervo do Pavilhão das Culturas Brasileiras, que está sendo montado há quatro anos – sob o conceito de que o poder público tem obrigação de proteger tal patrimônio. Lá se encontram de churrasqueiras feitas com calotas de pneus a brinquedos.Tudo criado a partir de  materiais e técnicas à mão. Principalmente sucata.

No material de divulgação, a curadora afirma que por trás da precariedade de vida da maioria dos brasileiros encontram-se soluções geniais, manifestações de criatividade e engenhosidade, expressas sobretudo em artefatos de uso cotidiano. 

Com cenografia do arquiteto Marko Brajovic, a mostra será dividida em quatro módulos: Rua, Casa, Corpo e Brincadeiras.

 Jovens aprendizes da ONG Observatório das Favelas, do Rio, participam com uma apresentação do cotidiano das lajes das casas nas favelas cariocas. De Salvador, integrantes da ONG Oi/Kabum chegam com vídeos e fotos dos carrinhos utilizados por vendedores ambulantes (como o que ilustra esse post, com foto de Celso Brandão).

A exposição será aberta na sexta-feira, no Pavilhão das Culturas Brasileira, no Parque Ibirapuera. Deve continuar até final de julho, com horário de visita entre 9 e 18 horas. A entrada é gratuita.

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