Descontente, MST tenta constranger presidente na Rio+20: “Cadê a reforma agrária, Dilma?”
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Descontente, MST tenta constranger presidente na Rio+20: “Cadê a reforma agrária, Dilma?”

Roldão Arruda

20 de junho de 2012 | 12h10

Insatisfeito com os rumos da política agrária no governo de Dilma Rousseff, o Movimento dos Sem-Terra (MST) vai tentar constranger a presidente da República na conferência Rio + 20. A liderança do movimento anunciou que, nesta quarta-feira, 21, e amanhã, seus militantes vão comparecer aos lugares por onde passar a comitiva presidencial para mostrar seu descontentamento. Deverão portar faixas e cartazes com a seguinte pergunta: “Cadê a reforma agrária, Dilma?”

“É impossível falar em defesa ambiental sem discutir o agronegócio, sem realizar políticas de redistribuição de terras”, diz João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST. “Não faz sentido a presidente vir aqui, para se reunir delegações internacionais, numa conferência sobre meio ambiente, após seu governo ter paralisado completamente o programa de reforma agrária. Queremos que ela se explique. Diga que não quer saber do assunto, diga que é contra, mas pare de se omitir.”

Segundo Rodrigues, Dilma paralisou a política de assentamentos, congelou os recursos do Incra, suspendeu as audiências para a discussão da reforma. “Temos batido na porta do Incra e do Ministério do Desenvolvimento Agrário há um ano e meio, sem nenhum resultado”, diz o porta voz do movimento.

A falta de perspectivas de novos assentamentos, acentuada no governo Dilma, pode ser uma das explicações para o esvaziamento dos acampamentos de sem-terra em todo o País.

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