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Comissão ouve general sobre Riocentro e a morte de Lamarca

Citado em listas de torturadores, general comandou operação que culminou com a morte de Lamarca, na Bahia, em 1971

Roldão Arruda

28 de julho de 2014 | 23h14

O general reformado Nilton de Albuquerque Cerqueira, de 84 anos, deve ser ouvido nesta terça-feira, 29, pela Comissão Nacional da Verdade. Citado em diferentes listas de torturadores do período da ditadura militar e denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) sob a acusação de envolvimento com o atentado a bomba ocorrido nas dependências do Riocentro, em 1981, o general foi intimado a depor a partir das 9 horas no Arquivo Nacional, sede da Comissão no Rio.

Ele será questionado sobre o episódio do Riocentro e também sobre a Operação Pajussara. Realizada sob seu comando, quando ainda era major, essa foi a operação que culminou com a morte de Carlos Lamarca, no sertão da Bahia, em 1971.

Em 1974, Cerqueira foi transferido para o Comando Militar do Planalto e condecorado com a Medalha de Bronze do Pacificador. Em 1981, quando ocorreu o atentado do Riocentro, ele comandava a PM no Rio. Na denúncia apresentada em maio deste ano pelo MPF, ele é acusado pelos crimes de homicídio doloso tentado, associação criminosa armada, transporte de explosivo e favorecimento pessoal.

Em 1995, o general foi convidado pelo então governador Marcelo Alencar (PSDB) para a chefia da Secretaria de Segurança do Rio. Ele também se elegeu deputado federal pelo PP.

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