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Comissão da Verdade investiga passado de olho no presente

Roldão Arruda

29 de agosto de 2012 | 17h35

A violência policial de hoje não será objeto das investigações da Comissão Nacional da Verdade. Mas ela estará presente no capítulo final do relatório que será entregue à presidente Dilma Rousseff, em 2014, contendo recomendações ao Estado Brasileiro.

Em visita de integrantes da comissão ao Pará, nesta quarta-feira, 29, o professor e pesquisador Paulo Sérgio Pinheiro explicou que o mandato do grupo abrange violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988. As recomendações, porém, serão “voltadas para os tempos atuais”, de olho na estrutura policial brasileira. “Vamos dizer que não pode continuar como está.”

O procurador aposentado Cláudio Fonteles também participou da visita. Após encontrar-se com o governador do Estado , Simão Jatene (PSDB), ele disse que a parceria com a sociedade civil e os governos dos Estados é fundamental para os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade. “Não faremos nada sozinhos. É preciso a criação e a manutenção de uma grande rede de cidadania que torne perene a luta por um estado democrático de direito”, disse.

O governador anunciou que encaminhará à Assembleia do Pará projeto de lei para a criação de uma comissão nacional da verdade.

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