Ganhador do Oscar defende índios do Maranhão
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Ganhador do Oscar defende índios do Maranhão

Roldão Arruda

25 de abril de 2012 | 11h50

A campanha da organização Survival International em defesa dos índios brasileiros awá-guajá, do Maranhão, acaba de ganhar um reforço “real”. Em vídeo divulgado nesta manhã pela Internet, o ator inglês Colin Firth, ganhador do Oscar pelo papel em O Discurso do Rei, faz um apelo em defesa daquele povo e investe contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. (A versão original, em inglês, pode ser vista abaixo. Também já saiu a versão em português, para quem preferir.)

Segundo a Survival, os remanescentes dos awá-guajá constituem o grupo indígena mais ameaçado do mundo. Fala-se em genocídio. O primeiro passo para quem quiser ajudar, sugere Firth, com voz firme e ligeiramente emocionada, é enviar mensagens ao ministro da Justiça do Brasil.

O ministro é o homem com poderes para interromper agora o genocídio, segundo o vídeo. Ele pode enviar homens da Polícia Federal para o território indígena no Maranhão – que se encontra invadido por madeireiros, pecuaristas, posseiros.

O problema, diz Firth, é que esta questão não faz parte das prioridades de Cardozo. O objetivo das mensagens é levá-lo a mudar a agenda.

A fala do ator é precedida por um filme com cenas do cotidiano dos awá-guajá. Trata-se do grupo que já está em contato com as sociedades ao redor de suas terras, num total aproximado de 360 pessoas. Existe um outro grupo, ainda isolado nas florestas. “Muitos são sobreviventes de massacres brutais”, diz a Survival, organização não governamental que tem sua base em Londres.

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