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Bispo católico ataca ‘economia verde’ defendida por Marina Silva: “É para pintar de verde o capitalismo tão cinzento”

Roldão Arruda

26 de maio de 2012 | 12h57

A economia verde, segundo a qual é possível criar formas de produção não agressivas ao meio ambiente sem mudar o atual modelo capitalista, não atende aos interesses dos mais pobres. Quem defende essa ideia é o bispo  do bispo católico Pedro Luiz Stringhini, titular da Diocese de Franca, no interior de São Paulo, e membro da Comissão Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Ontem, após ter participado do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, em Brasília, d. Pedro fez a seguinte observação: “Analisamos as medidas propostas pelo capitalismo internacional para a defesa do meio ambiente, com a chamada economia verde. Os organismos internacionais que estão próximos de grupos como agricultores, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, não veem essa solução como eficaz, democrática ou popular. Essa economia verde é na verdade mais um instrumento para o capital pintar de verde o capitalismo, que sempre foi tão cinzento”

D. Pedro representou o episcopado brasileiro no fórum encerrado ontem. De acordo com o boletim diário de notícias da CNBB, ele explicou que o encontro serviu para acertar os passos das entidades participantes em relação à Rio+20, à Cúpula dos Povos e ao debate do novo Código Florestal.

No Brasil, uma das personalidades mais conhecidas que defendem a economia verde, que ela prefere chamar de economia sustentável, é a ex-senadora Marina Silva. Concorrendo pelo PV, ela ficou em terceiro lugar na corrida presidencial de 2010. Atualmente está sem partido.

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