Battisti, um novo Gabeira?
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Battisti, um novo Gabeira?

Roldão Arruda

27 de abril de 2012 | 20h04

O ex-ativista italiano Cesare Battisti pode se transformar num novo Fernando Gabeira. As trajetórias são semelhantes, na opinião do advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalg.

Ele fez o comentário ao participar, em São Paulo, na quinta-feira à noite, do debate que precedeu o lançamento do novo livro de ficção de Battisti, Ao Pé do Muro. Greenhalg lembrou que Gabeira foi guerrilheiro nos anos da ditadura militar, exilou-se e, ao retornar ao Brasil, dedicou-se a escrever livros e à atividade jornalística. Seu livro O Que É Isso Companheiro foi um grande sucesso editorial.

Battisti, por sua vez, participou da luta armada na Itália. Já morava no exterior quando foi condenado, à revelia, pela morte de quatro pessoas. Ficou preso no Brasil, brigou na Justiça para não ser deportado e, finalmente, obteve autorização para permanecer como imigrante legal. Agora se dedica à literatura. Ele já tem 17 livros publicados, a maioria sem tradução para o português. Seu próximo trabalho pode ser uma autobiografia.

O debate e os autógrafos aconteceram no campus da USP, no anfiteatro do curso de geografia. Foi um evento marcado sobretudo pela política. As poucas intervenções de Battisti sobre o trabalho literário ficaram espremidas numa sucessão de discursos nos quais se criticou dos ministros do STF ao reitor da USP, João Grandino Rodas.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), único político presente ao evento, cantou os primeiros versos de uma música recém-incluída em seu repertório:  Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda, de Lamartine Babo.

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