Baixa escolaridade de adultos mantém famílias na miséria
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Baixa escolaridade de adultos mantém famílias na miséria

Roldão Arruda

04 de dezembro de 2012 | 21h02

Um dos principais entraves para a superação da miséria em São Paulo é a baixa escolaridade dos adultos. Entre as famílias que vivem em situação de extrema pobreza (com rendimento per capita inferior a R$ 70), 23% dos adultos têm menos de cinco anos de estudo. Na maior parte das vezes são analfabetos funcionais.

Este é um dos resultados da pesquisa Retrato Social, realizada pela Secretaria do Desenvolvimento Social do Estado. Seus resultados irão nortear o Programa São Paulo Solidário, que está sendo lançado agora.

“Os filhos já superaram ou estão superando o nível de escolaridade dos pais, agravando o hiato entre as duas gerações”, diz o titular da secretaria, Rodrigo Garcia. “Creio que o próximo grande desafio educacional do Estado e do País será justamente cuidar dessa geração que ficou para trás na área da educação e, por causa disso, enfrenta mais problemas no mercado de trabalho.”

O objetivo da pesquisa, em fase de conclusão, é detalhar as necessidades do conjunto de 300 mil famílias que, segundo o IBGE, vivem em situação de extrema pobreza no território paulista. Ela mostra que estas famílias estão concentradas nas regiões urbanas, principalmente nas grandes áreas metropolitanas. É o oposto do que ocorre em outras partes do País, onde os principais focos de miséria aparecem na zona rural.

De maneira geral, segundo o secretário, as famílias conseguem obter algum tipo de renda. O problema delas é superar a condição de miséria. O caminho seria o investimento na educação dos adultos, acredita o secretário, que é deputado federal, filiado ao DEM.

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