Ativista gay critica “fala conservadora” de Dilma
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Ativista gay critica “fala conservadora” de Dilma

Roldão Arruda

17 de agosto de 2012 | 19h41

O governo da presidente Dilma Rousseff negligencia os direitos da população LGBT. É o que afirma o ativista Julian Rodrigues, em artigo publicado no site Mix Brasil, dirigido ao público gay. “Vivemos um verdadeiro apagão LGBT nas políticas públicas do governo federal”, escreve ele.

Julian não é o primeiro militante da causa gay a criticar o atual governo. O que mais chama a atenção em seu desabafo é o fato de ser filiado ao PT – o mesmo partido da presidente Dilma – e integrar o Conselho Nacional LGBT, órgão assessor da Secretaria de Direitos Humanos.

No artigo, após citar avanços que teriam ocorrido no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele diz que o processo perdeu impulso com a ascensão de Dilma ao poder. “Depois das eleições de 2010 (quando ganha novo patamar de influência o fundamentalismo cristão), a agenda LGBT foi sendo cada vez mais negligenciada”, assinala. “O veto de Dilma ao Programa Escola sem Homofobia – que veio acompanhado da já histórica afirmação de que seu governo ‘não faria propaganda de opção sexual’ – inaugura uma nova etapa (…) No primeiro semestre de 2012 não há ações nem políticas sendo executadas. Paralisia, inércia.”

 

O ativista enfatiza ainda que Dilma não recebe representantes do movimento LGBT, não trata publicamente da questão da homofobia e nem se compromete com o lançamento do 2.º Plano Nacional de Combate à Homofobia e Promoção dos Direitos LGBT. A atitute da presidente, segundo Rodrigues, acaba repercutindo nos Estados e nos municípios: “A fala conservadora da presidenta contribuiu para desvalorização desse tema Brasil afora – o que é ainda mais grave em um contexto de ascensão do fundamentalismo religioso.”

Embora não citado no artigo de Rodrigues, a causa da igualdade de direitos civis para os gays também teve avanços no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2002, no Palácio do Planalto, quando um militante levou até ele uma bandeira com as cores do arco-íris, o então presidente não teve receio de empunhá-la. O gesto parece impensável para a atual presidente Dilma.

O comentário cada vez mais frequente entre feministas e militantes gays é que, desde o susto que levou nas eleições de 2010, quando foi empurrada para o segundo turno das eleições por causa das acusações de que seria a favor do aborto, Dilma teria se tornado refém de grupos religiosos conservadores. A julgar pelo que está ocorrendo nas eleições municipais deste ano, não foi só ela.

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