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Associação de juízes rebate declarações de sociólogo

Roldão Arruda

30 de julho de 2013 | 22h29

A diretoria da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) divulgou nota contestando as declarações feitas pelo sociólogo Aldo Fornazieri em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo. No texto, publicado na edição de domingo, 28, o sociólogo fez críticas ao Poder Judiciário.

A nota da associação, divulgada em seu site com o título Uma Mentira Repetida Mil Vezes, diz que o sociólogo, “com base em informações superficiais e recheadas de meias verdades, cometeu uma série de equívocos”.

Fazendo referências e comparações com outras reportagens já publicadas pelo jornal, o texto afirma que o ponto crucial da entrevista refere-se ao pagamento de benefícios atrasados a magistrados: “Até as pessoas com menor capacidade cognitiva entendem: houve no passado o não pagamento de verbas a que os servidores e magistrados faziam jus, incluindo-se o presidente do Supremo Tribunal Federal como retratado na entrevista, e por decisão lícita, moral e pública os valores devidos foram pagos aos credores.”

Para a associação, é de causar estranheza o fato de não se “divisar a diferença entre o recebimento de verbas devidas e não pagas no momento oportuno por culpa do pagador (Estado) de corrupção ou desvio de verbas públicas.”

A nota, assinada pelo presidente da associação, Roque Mesquita, e o diretor de comunicação, Irineu Fava, também afirma que “a Justiça de São Paulo sequer admite suspeita de atividade criminosa entre seus membros e, por isso, alguns magistrados, incluindo-se um desembargador, estão afastados das atividades jurisdicionais até que se esclareça a ocorrência de eventuais desvios de conduta”.

O desembargador Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, também contestou as declarações do sociólogo. Na segunda feira, 29, o portal da instituição publicou em seu site na internet, uma nota de esclarecimento assinada por ele.

O texto do desembargador diz: “Aldo Fornazieri faz afirmações difamatórias e caluniosas, reportando-se a “denúncias” que, na realidade, nunca existiram, com o intuito claro de induzir o leitor a crer que o Tribunal de Justiça estaria envolvido em graves irregularidades. A fim de se restabelecer a verdade dos fatos, a notícia a que alude o entrevistado apenas se refere a pagamentos de créditos devidos em atraso aos magistrados de São Paulo e, inclusive e principalmente, a servidores, conforme a lei e o que vem sendo praticado pelas Cortes Superiores. A Administração do Tribunal de Justiça é limpa, honesta e transparente, não se admitindo leviandades dessa natureza, verdadeira agressão gratuita.”

Para ler o texto da entrevista concedida por Fornazieri, clique aqui.

Para ver a íntegra da nota Apamagis, clique aqui.

A nota do presidente do TJ-SP está aqui.

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