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Associação condena prisão de jornalista no Rio

Roldão Arruda

11 de abril de 2014 | 13h57

A diretoria da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou nota condenando a prisão do repórter Bruno Amorim, de O Globo, durante cobertura de reintegração de posse no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (11). Segundo a nota, a “ação violenta contra a imprensa” é um “desserviço”, um ataque “ao direito à informação de toda a sociedade”.

De acordo com a Abraji, “o jornalista registrava imagens da ação da PM no terreno que ficou conhecido como Favela da Telerj quando foi imobilizado com uma chave de braço e teve os óculos arrancados por um policial sem identificação. Levado a uma delegacia, teve o celular apreendido por mais de uma hora.”

A Abraji também informa que “a polícia do Rio de Janeiro já havia ameaçado jornalistas no começo da reintegração de posse, no fim da madrugada de hoje”.

Ainda segundo o texto, não foi só a polícia que atacou os repórteres: “Manifestantes que resistiam à desocupação atacaram veículos da TV Globo, do SBT e da Record”.

Para a associação de jornalistas investigativos, “ao prender Bruno Amorim e ameaçar com prisão outros repórteres, a PM do Rio presta um desserviço. Ao depredar automóveis dos meios de comunicação, manifestantes se unem à polícia no ataque ao direito à informação de toda a sociedade.”

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