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Após 37 anos, sai novo atestado de óbito de Herzog

Roldão Arruda

09 de março de 2013 | 14h02

Na sexta-feira, dia 15, a Comissão Nacional da Verdade entregará oficialmente à família de Vladimir Herzog o novo atestado de óbito do jornalista assassinado em 1975. De acordo com a versão oficial divulgada na época, Herzog teria cometido suicídio no DOI-Codi de São Paulo, onde se encontrava detido. Mais tarde ficou provado que foi morto por agentes de Estado que atuavam na repressão política.

A família sempre reivindicou a mudança no atestado de óbito. Recorreu à Justiça, com o apoio da Comissão da Verdade, e agora, passados 37 anos, a alteração foi efetuada em cartório.

Onde aparecia como causa da morte a expressão “asfixia mecânica por enforcamento”, passa a constar: “Morte por decorrência de lesões e maus tratos sofridos durante o interrogatório em dependência do 2.º Exército (DOI-Codi)”.

A entrega será feita no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), durante um ato público para lembrar os 40 anos da morte de outro perseguido político, Alexandre Vannuchi Leme. Ele estudava geologia e militava na Aliança Libertadora Nacional (ALN).

Detido e levado à sede do mesmo DOI-Codi, morreu no dia 17 de março de 1973. De acordo com a versão oficial, teria sido atropelado por um caminhão, ao tentar fugir. Segundo outros presos políticos, também foi torturado até a morte.

A cerimônia na USP está prevista para as 12 horas.

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