Apoiada por setor do PT, greve nacional paralisa o Incra
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Apoiada por setor do PT, greve nacional paralisa o Incra

Roldão Arruda

10 de julho de 2012 | 18h31

Do total de 30 superintêndencias regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), 27 estão paralisadas. Esse é o balanço divulgado nesta terça-feira, 10, pelo comando da greve nacional de funcionários daquela instituição, iniciada há 23 dias.

Os grevistas estimam que 80% dos trabalhadores cruzaram os braços. Assessores do Incra em Brasília confirmam que só os funcionários não concursados, ou comissionados, estão executando serviços. Eles somam cerca de 20% do total.

Os grevistas pleiteam melhores salários, plano de carreira e concursos para a contratação de mais servidores. Eles afirmam que seus salários correspondem apenas à terça parte do que é pago a funcionários do Ministério da Agricultura que desempenham funções idênticas.

A direção do Incra ouviu as reivindicações e encaminhou para o Ministério do Planejamento, responsável por decisões nessa área. Passados 23 dias de greve, não houve acordo e o governo ainda não definiu se vai ou não cortar o ponto dos grevistas. A recomendação do Palácio do Planalto, por enquanto, é para que sejam anotadas todas as ausências.

Já foram realizados quatro encontros entre representantes dos grevistas e do governo. Em todas as reuniões, os funcionários aparecem acompanhados por parlamentares ligados ao Núcleo Agrário do PT, que apoiam suas reivindicações. Do outro lado da mesa, petistas do governo mostram relutância.

O núcleo petista critica o governo de Dilma Rousseff, que não estaria dando a atenção devida à reforma agrária e ao Incra, encarregado de executá-la. Segundo Valmir Assunção (PT-BA), líder do núcleo, o Planalto parece ignorar a existência de 150 mil pessoas acampadas, à espera de um lote de terra. Ele também diz que, além de poucas verbas para o setor, em comparação ao que é destinado ao agronegócio, o governo contingencia os recursos de forma sistemática.

A greve não atinge somente acampados. Existem cerca de 10 milhões de pessoas em assentamentos que podem sofrer os efeitos da paralisação. Por outro lado, 20 mil processos de legalização fundiária estão parados.

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