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Agonia do Incra parece não ter fim

Roldão Arruda

07 de maio de 2012 | 17h18

Funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) continuam os preparativos para uma greve geral. Hoje (7) eles cruzaram os braços em Brasília e na maioria das sedes regionais da instituição espalhadas pelo Brasil. Foi a segunda paralisação em menos de um mês. Outras duas estão programadas para os dias 14 e 21.

Segundo representantes dos funcionários, o Incra vive um processo de agonia. Entre outros motivos, essa morte lenta seria causada pelo contingenciamento de verbas e as disputas internas por cargos. Estariam envolvidos nessa disputa movimentos de sem-terra, tendências do PT e também o PMDB.

Os funcionários ainda incluem entre as causas o descaso do governo com a instituição. No protesto de hoje em Brasília eles promoveram a troca simbólica do nome do edifício onde funciona a presidência do Incra. No lugar de Palácio do Desenvolvimento, puseram Palácio do Subdesenvolvimento.

Teoricamente, o Incra deveria dar conta do processo de reforma agrária, que inclui a assistência aos assentamentos já existentes e a criação de outros. Também caberia à instituição estimular o desenvolvimento em áreas de quilombolas e ribeirinhos. No total, seriam quase 10 milhões de pessoas abrangidas pelos seus serviços.

 

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