As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Eleito em Belém (PA), Zenaldo Coutinho (PSDB) diz que Dilma ‘não discrimina adversários’

Bruno Siffredi

28 de outubro de 2012 | 22h09

Carlos Mendes, especial para o Estado

BELÉM – O candidato do PSDB, Zenaldo Coutinho, 50 anos, eleito prefeito de Belém, a capital paraense, afirmou neste domingo, 28, que espera a colaboração do governo federal e da presidente da República, Dilma Rousseff, para que ele possa atender as inúmeras carências da cidade nas áreas de saúde, saneamento e segurança, as prioridades de seu governo.

Para ele, que exerce mandato de deputado federal e tem sido um crítico do governo de Dilma e do PT, a presidente, que apoiou o candidato derrotado, Edmilson Rodrigues (PSOL) “nunca discriminou adversários políticos” que comandam governos estaduais ou prefeituras com repasse de verbas.

O governador do Pará, o também tucano Simão Jatene, principal responsável pela eleição de Coutinho, disse ao Estado que o fato de Belém e o município vizinho de Ananindeua hoje terem prefeitos eleitos do PSDB vai “facilitar a realização de projetos que, de outra maneira, seria impossível”. Ele também fez voto de confiança de que o governo federal, hoje sob o comando do PT, ajude as duas cidades e seu povo.

“Ainda agora, eu tive o apoio do PT, na Assembleia Legislativa, para aprovação de empréstimos de R$ 1,8 bilhão para obras em todo o estado. Isto prova que o interesse público pode estar acima das paixões partidárias”, resumiu Jatene. O atual prefeito da capital, Duciomar Costa (PTB), não participou diretamente da campanha de Coutinho, mas liberou todos os vereadores eleitos pelo partido, além de outros de sua base aliada, para trabalhar pelo tucano. Costa fez isso de olho na única vaga ao Senado, em 2014, que já ocupou antes de ser prefeito em aliança com o PSDB.

Rodrigues, que perdeu a eleição por uma diferença de 103 mil votos, acusou Coutinho de ter “comprado votos”. O tucano rebateu, tachando a acusação de “caluniosa”, feita por “adversário desesperado”. O Comitê contra Corrupção Eleitoral informou ter recebido mais de 150 denúncias neste segundo turno. A maioria foi de boca de urna e compra de voto.

Os bairros onde houveram mais denúncias foram Terra Firme, Pedreira, Jurunas e Marambaia. No conjunto Satélite, na periferia da capital, o diretor de uma escola estaria oferecendo R$ 90 para os eleitores votarem em determinado candidato. A coordenadora do Disque-Denúncia, Henriqueta Cavalcante, foi incisiva: “esta foi uma das campanhas mais sujas e corruptas que eu já vi, pois houve muitas denúncias de compra de voto”.

Ela explicou que no caso do homem que oferecia dinheiro a eleitores, ele condicionava a entrega do dos R$ 90 depois que os eleitores comprovassem o voto no candidato por ele indicado, apresentando foto da urna feita de celular. Todas as denúncias foram encaminhadas para investigação pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.