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Votação do mínimo: vaiado, Vicentinho diz que ainda será aplaudido por defender R$ 545

Ricardo Chapola

16 de fevereiro de 2011 | 16h47

Eduardo Bresciani

BRASÍLIA – Um dos mais vaiados pelos sindicalistas na sessão desta quarta-feira, 16, o relator do projeto do salário mínimo, Vicentinho (PT-SP), minimizou as críticas. Ele apresentou um parecer mantendo o texto do governo, com o mínimo em R$ 545 e uma política de reajuste até 2015.

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Foto: Beto Barata/AE

“Tenho certeza que essas vaias vão se transformar em aplausos em janeiro do ano que vem, quando o salário mínimo vai para R$ 616”, disse ele ao deixar a tribuna.

Vicentinho destacou que não há nas galerias representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), organização da qual já foi presidente.

“A CUT não está lá. Estas outras centrais nunca me apoiaram pra nada mesmo. Meu compromisso é com o trabalhador”.

O presidente da CUT, Arthur Henrique, participou na terça-feira da comissão geral defendendo um mínimo acima do proposto pelo governo. Na votação, porém, não há manifestantes com cartazes ou camisas da central.

O relatório de Vicentinho, além de manter o valor de R$ 545, fixa até 2015 a política de reajuste com base no acordo firmado entre o governo Lula e as centrais em 2007. Por esta fórmula, todo ano o mínimo será reajustado pela inflação do ano anterior mais o crescimento da economia registrado dois anos antes.

Um ponto que foi questionado em plenário é que o projeto do governo prevê que no período no qual a política estará em vigor o reajuste do mínimo poderá ser feito por decreto presidencial. O artigo provocou questionamento até de deputados da base aliada, como Silvio Costa (PTB-PE), mas foi mantido por Vicentinho. O presidente do PPS, Roberto Freire (PE), já anunciou que irá ao Supremo se for mantida esta parte do texto.

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