“Vitória” faz Dilma Rousseff improvisar e encerrar discurso antes do tempo
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“Vitória” faz Dilma Rousseff improvisar e encerrar discurso antes do tempo

Camila Tuchlinski

13 de junho de 2010 | 18h58

Por Rodrigo Alvares ENVIADO ESPECIAL / BRASÍLIA

Dilma Rousseff teve seu primeiro discurso como candidata oficial do PT à Presidência da República encerrado antes de terminar o texto preparado pela assessoria da campanha na íntegra. A ex-ministra assumiu o microfone depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deixou claro que houve pouca ou nenhuma evolução em improvisar e empolgar uma plateia desde o 4º Congresso do partido, em fevereiro, fato que preocupa petistas ligados à campanha.

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Petistas acompanham o discurso da candidata do PT à Presidencia. Foto: Celso Júnior/AE

A candidata leu o todo o texto do teleprompter de forma monocórdica, e toda vez em que começava a abordar um tópico, abusava do slogan “Para o Brasil seguir mudando”. Eram 16 repetições na íntegra distribuída à imprensa.

Quando se preparava para finalizar sua participação, Dilma repetiu uma história contada em outros eventos, sobre quando conheceu uma menina cuja mãe se aproximou dela em um aeroporto e falou: “Eu trouxe minha filha aqui pra que você diga a ela que mulher pode”. “Eu perguntei para a guria: ‘mulher pode o quê?’. E ela: ‘ser presidente’. Eu disse: ‘pode sim, não tenha dúvida que pode’. Sabem como é o nome desta menininha? Vitória!”.

A platéia começou a aplaudir e interrompeu Dilma. Ela perdeu o ritmo do teleprompter e teve de ler a partir da metade de um parágrafo. Ela se confundiu novamente e então disse: “Assim como Lula, estas…construiu essa certeza, essas pequenas Vitórias e Marias. Também possam responder, quando perguntadas o que vão ser quando crescer; que elas possam responder, como fazem os meninos: ‘Eu quero ser presidente do Brasil!'”.

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Computador mostra frases prontas para o teleprompter de Dilma. Foto: Rodrigo Alvares/Estadão.com.br

Ao terminar essa frase, a organização evitou que  Dilma se atrapalhasse mais e logo depois soltou o jingle da campanha e uma chuva de papel picado tomou conta do encontro. O fim do texto serviria para estabelecer o slogan como um contraponto ao slogan “O Brasil pode mais” de José Serra no Congresso do PSDB, no início de abril.

Leia aqui o trecho que faltou e assista o vídeo amanhã na TV Estadão.

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