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Vejas as frases da 35ª sessão do julgamento do mensalão

Redação

11 de outubro de 2012 | 17h53

O Estado de S.Paulo

No 35ª sessão de julgamento do mensalão, os ministros analisaram o item 7 da denúncia, que trata de lavagem de dinheiro. O dia teve início com o final da leitura do voto do ministro relator Joaquim Barbosa, que votou pela absolvição de Anita Leocádia, Luiz Carlos da Silva (o professor Luizinho) e José Luiz Alves. Barbosa condenou Paulo Rocha, João Magno e Anderson Adauto. Já o ministro revisor Ricardo Lewandowski absolveu os seis réus. Rosa Weber, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Marco Aurélio de Mello votaram acompanhando o revisor. Somente Luiz Fux proferiu sua opinião como o relator. Ainda faltam votar Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ayres Britto. Veja abaixo as frases de destaque do dia.
“São parlamentares do PT, que na busca de recursos normais, se remeteram a Delúbio Soares. Não tenho um juízo de certeza que eles soubesse que aqueles não eram empréstimos que nós consideramos não materialmente válidos”, ministra Cármen Lúcia.

“Estamos em um plano teórico e em um plano prático. Não podemos dar uma carta de alforria ao réu, mas também não podemos dar uma carta de alforria ao MP. Ele precisa provar que houve a lavagem”, ministro revisor Ricardo Lewandowski.

“Saques em nome de terceiros para outros receberem, recebimento em hotel e outras formas anônimas de recebimento (…) há a tendência de ocultação”, ministro Luiz Fux.

“Ainda que se imagine que não seja crime de corrupção passiva, temos mostrado que se tinha conhecimento do crime antecedente. Crime contra a administração pública”, ministro Marco Aurélio Mello.

“O fenômeno de lavagem de dinheiro não surge à luz do dia, acontece de forma escamoteada. Quem recebe, recebe de forma oculta”, ministro Marco Aurélio Mello.

“Em colaboração com a Corte, deixo de lado o extenso voto que trago abnsolvo os réus Paulo Rocha, João Magno e Anderson Adauto de branqueamento de capitais por falta de prova”, ministro revisor Ricardo Lewandowski.

“Acompanho o relator para absolver Anita Leocádia e José Luiz Alves. De fato bem examinados os autos, verificam-se que eram pessoas secundárias e subalternas, que não tinham poder de decisão”, ministro revisor Ricardo Lewandowski.

“Digo que recursos recebidos por Delúbio foram largamente utilizados como acusa o MP para pagamento de campanhas eleitorais”, ministro revisor Ricardo Lewandowski.

“José Luiz Alves era um mero assessor de Anderson Adauto e sem acesso à cúpula do PT e ao mecanismo da quadrilha criminosa”, ministro relator Joaquim Barbosa.

“Dolosamente, Adauto não só usou de mecanismos de lavagem pelo Banco Rural, como tanbém usou de terceiros para o recebimento dos recursos repassados por Marcos Valério. Sua ocupação reforça ainda mais a conclusão de que ele tinha conhecimento da origem ilícita do dinheiro recebido”, ministro relator Joaquim Barbosa.

“Esse valores foram repassados não pelo diretório nacional e sim pelo grupo de Marcos Valério. Para isso, usaram mecanismos de lavagem de dinheiro”, ministro relator Joaquim Barbosa.

 

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