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Veja as propostas apresentadas pelos candidatos a vice-prefeito em SP

luizamonteiro

04 de setembro de 2012 | 23h34

de O Estado de S. Paulo

A série Entrevistas Estadão iniciou nesta terça-feira, 4, a primeira parte das conversas com os candidatos a vice-prefeito em São Paulo, que apresentaram seus programas de governo e responderam às perguntas dos internautas e dos jornalistas do Grupo Estado ao vivo na TV Estadão.

Joaquim Grava, vice de Paulinho da Força (PDT) foi o primeiro entrevistado. O candidato criticou não só a atual gestão da Prefeitura de São Paulo, mas também os demais candidatos da corrida eleitoral na capital paulista. Grava afirmou que considera Chalita o melhor candidato a prefeito por sua “jovialidade” , mas quem levaria seu apoio em eventual segundo turno seria o petista Fernando Haddad. Em relação a Russomanno, o médico do Corinthians disse não gostar da postura do candidato do PRB nem de seu partido.  Grava criticou a atual gestão e disse que a saúde é o maior problema na cidade e que não adianta construir novos hospitais se os que já existem não funcionam direito, sem médicos e equipamentos.

Marianne Pinnoti, vice de Gabriel Chalita (PMDB) foi a segunda entrevistada da série. Ela defendeu melhorias no sistema de saúde da cidade de São Paulo, questão que a candidata classifica como em estado de “caos” na capital paulista. Pinotti disse que, se Chalita for eleito, sua primeira ação seria um choque na administração do sistema de saúde. Na avaliação dela, “faltam hospitais, leitos, mas o pior problema é na gestão”. A candidata propôs também melhorias no trabalho de prevenção do sistema público de saúde, além de uma ação entre as secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social no combate às drogas. “Tem que passar os dependentes por uma internação longa, reinserção na sociedade e até no mercado de trabalho. Precisamos de um forte esforço de prevenção. Estamos perdendo nossos jovens para as drogas”, afirmou.

Nesta quinta-feira, Edmilson Costa, vice de Carlos Giannazi (PSOL), foi o entrevistado da série Entrevistas Estadão com os candidatos a vice no pleito das eleições municipais. O candidato chamou de “autoritária” a administração de Kassab na Prefeitura de São Paulo e chamou o candidato do PRB, Celso Russomanno, de “Collor do século 21”, comparando-o ao ex-presidente Fernando Collor de Mello. Como outros candidatos, Costa criticou a ação da Prefeitura na cracolândia. “Foi uma desumanidade muito grande atuar sobre o drogado e não sobre o problema. A droga não é feita ali, os barões das drogas estão em outros locais”, disse. Quanto às propostas para a cidade, Edmilson Costa propôs mais investimentos no transporte público, na saúde e na criação de centros culturais na periferia.

Luiz Flávio D’Urso, candidato a vice da chapa de Celso Russomanno (PRB), foi o entrevistado da série Entrevistas Estadão desta segunda-feira, 10. Presidente licenciado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), D’Urso disse acreditar em apoio de Haddad ou Serra em eventual segundo turno. “Imagine o seguinte, se nós estivermos enfrentando o candidato (José) Serra, o PT e toda aquela coligação não vão apoiar o candidato tucano contra nós. A tendência é que estejam conosco contra o Serra. Se for contra o (Fernando) Haddad, por óbvio, quem apoia o Serra estará conosco”. O candidato negou envolvimento com igrejas. “Não negociamos nada com a igreja. Se quiser nos apoiar é por conta das propostas que estamos apresentando”, justificou. O vice negou que houve pedido de votos a visita de Russomanno à Assembleia de Deus Ministério de Santo Amaro, na zona sul da capital, na última sexta-feira, 7.

A vice de Fernando Haddad, Nádia Campeão (PT), foi a entrevistada da série na terça-feira, 11. A candidata criticou a atual gestão da Prefeitura da capital paulista, classificando-a como insuficiente na realização de suas metas. Nádia Campeão também estendeu suas críticas ao candidato do PRB, Celso Russomanno.  “Acho que a campanha de Russomanno é um pouco vazia, há uma insuficiência administrativa e falta capacidade para juntar forças políticas”, disse.  Em relação às propostas, a petista prometeu construir 172 creches em quatro anos e disse que esta é medida prioritária do plano de governo do candidato petista. “Pretendemos criar creches em tempo integral. A mãe não trabalha meio período, trabalha período integral. Hoje, a demanda é de 150 mil vagas para São Paulo, e esse é nosso compromisso”, disse.

Alexandre Schneider (PSD), vice de José Serra, foi o entrevistado da quinta-feira, 12, da série Entrevistas Estadão. O candidato atacou gestões rivais, em entrevista à série Entrevistas Estadão. Schneider criticou a administração do petista Fernando Haddad à frente do Ministério da Educação. “O Haddad não avançou nas creches, fez cinco vezes menos do que fizemos em São Paulo, mesmo com um orçamento maior. É muito fácil ficar em Brasília assinando papéis e achar que o mundo vai mudar, tem que trabalhar junto”, disse. O vice acredita que a chapa é capaz de chegar ao segundo turno e disse que, se eleito, Serra permanecerá na Prefeitura durante todo o mandato. Schneider também minimizou a liderança do candidato do PRB, Celso Russomanno, nas pesquisas de intenção de voto. Segundo ele,  “as eleições estão apenas começando”.

Lucas Albano (PMN), candidato a vice de Soninha (PPS), disse que votaria em José Serra, se o segundo turno fosse disputado entre o tucano e o candidato do PRB, Celso Russomanno. Sobre este, Albano disse que sua liderança nas pesquisas de intenção de voto é uma surpresa para todos. “Alguma coisa saiu de rota. Os candidatos mais experientes, como o Serra, não estavam esperando. Talvez o Serra esperasse mais uma disputa com o candidato do PT”. O candidato também criticou a relação de Russomanno com a igreja. “”Obviamente se ele for eleito, vão apresentar a fatura depois. Ele vai ter problema para administrar esse apoio (das igrejas)”, apontou.

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