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Veja as propostas apresentadas pelos candidatos à Prefeitura da São Paulo

Redação

24 de agosto de 2012 | 14h59

A série Entrevistas Estadão encerrou nesta sexta-feira, 24, a primeira parte das conversas com os candidatos à Prefeitura de São Paulo, que apresentaram seus programas de governo e responderam às perguntas dos internautas e dos jornalistas do Grupo Estado ao vivo na TV Estadão.

O candidato a abrir a série foi Carlos Giannazi (PSOL), o entrevistado da quinta-feira, 16. Ele criticou a gestão atual do prefeito Gilberto Kassab, dizendo que houve uma “militarização da administração municipal” e prometeu acabar com o Tribunal de Contas do Município.

O segundo entrevistado foi Levy Fidelix (PRTB), convidado da sexta-feira, 17. Ele prometeu, se eleito, acabar com o que chamou de “indústria da multa”, criar o serviço de moto-médicos e dar continuidade ao projeto do Monotrilho, que diz ser o seu projeto do Aerotrem copiado pelas gestões anteriores.

Na segunda-feira, 20, foi a vez de Paulinho da Força (PDT) responder às perguntas. O pedetista ainda acusou o candidato petista Fernando Haddad de ter “pirateado” uma proposta de governo e, por não precisar “puxar o saco” da presidente Dilma Rousseff, disse que o governo deixa de “ver o outro lado da crise, o social”, ao lidar com questões da economia.

Ana Luiza (PSTU) foi a convidada da terça-feira, 21. A candidata afirmou que não concorda com a postura de enfrentamento da presidente Dilma Rousseff na greve dos servidores federais e também criticou o PT, que segundo ela, se desviou de sua história para fazer alianças com outros partidos, como o PP e o PMDB.

O entrevistado da quarta-feira, 22, foi Miguel Manso (PPL). Com discurso pautado pela necessidade de rever a política industrial do Brasil, Manso defendeu a criação de um sistema que transformaria lixo orgânico em energia nas próprias casas dos paulistanos. A proposta seguiria um modelo que está em fase de licitação em São Bernardo do Campo. “Esse é o Cidade Limpa de verdade”, disse, referindo-se à lei criada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) para regular a publicidade visual.

No dia seguinte, quinta-feira, 23, foi a vez de Anaí Caproni (PCO) apresentar suas propostas. A candidata defendeu a convocação de assembleias de bairros como primeira medida de um governo municipal voltado à “causa operária”, assim como uma reunião com representantes do funcionalismo público para determinar as prioridades de governo durante o mandato. “Tiraríamos um plano, propostas para quebrar esse sistema. Os trabalhadores têm que opinar para onde irão os recursos (da Prefeitura). A situação chegou no limite dos limites”, disse.

Quem fechou a segunda semana na sexta-feira, 24, foi José Maria Eymael (PSDC). O candidato disse que para governar São Paulo, é preciso pensar na cidade como uma nação e cada bairro como um município individual. O democrata cristão afirmou que respeita a união homoafetiva mas deixou claro que é preciso distinguir a constituição familiar da união estável. Eymael também defendeu o trabalho conjunto da administração municipal com o governo do Estado e federal.

Gabriel Chalita, do PMDB, abriu a semana de entrevistas com os candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto. O candidato afirmou que pretende manter projetos de gestões anteriores como os CEUs (Centro Educacional Unificado) de Marta e o “Cidade Limpa” de Kassab. “A população gostou do ‘Cidade Limpa’ e tem que respeitar isso. Vou continuar, mas limpar a cidade de verdade”. Para o transporte, ele defendeu a criação de corredores expressos na zona leste e agilizar a aprovação de plantas do metrô. O candidato declarou que é contra o pedágio urbano. Na educação, o peemedebista avaliou que seria necessário um investimento de 10% do PIB.

Nesta terça-feira, 28, a entrevistada foi a candidata do PPS Soninha Francine. Na entrevista, a candidata classificou como “burrice” a ação da Prefeitura de São Paulo na região da cracolândia, no centro da cidade. Para ela, a ação deveria levar em consideração a assistência social, saúde, prefeitura e governo. Soninha também deu sua opinião sobre financiamento de campanha e sobre o diferencial de ter um padrinho político, citando Fernando Haddad e Lula. Para ela, se Haddad não tivesse o apoio do ex-presidente, ele precisaria “começar do zero”.

O entrevistado da série nesta quarta foi Celso Russomanno (PRB). O candidato prometeu um modelo de gestão transparente, começando por uma auditoria nas contas da Prefeitura.  “Não sou perseguidor ou caçador de bruxas, mas vamos inaugurar um novo modelo de transparência com acesso a qualquer ato da prefeitura na internet”, afirmou. Russomanno fez promessas para a segurança pública e falou de temas como o uso de passagens aéreas para seus familiares e o suposto envolvimento com o dono da empresa Dolly.

Nesta quinta-feira, Fernando Haddad, do PT, apresentou suas propostas. O candidato disse que a presidente Dilma Rousseff entrará na sua campanha a partir de setembro, mas não há garantia de que ela participará de atos públicos. Haddad também afirmou que vai acabar com a taxa de inspeção veicular da Controlar. “Vou acabar com essa taxa porque é ridícula em vários aspectos. Eles (Prefeitura) enganaram a população, disseram que a taxa seria devolvida e não foi”, disse. Para a educação, o petista defendeu ensino em tempo integral. Ele também rebateu as críticas ao bilhete único mensal e garantiu que a proposta “é boa”.

Na última entrevista com os principais candidatos da corrida eleitoral paulistana, José Serra (PSDB) criticou proposta de bilhete mensal do candidato petista Fernando Haddad. Para o tucano, projeto é “jogada eleitoral”. Em relação ao recente episódio de quebra de sigilo pela Prefeitura, Serra negou as acusações e disse que se tratava de um “um serviço de utilidade pública”.

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