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Veja as principais frases do 21º dia de julgamento do mensalão

Redação

10 de setembro de 2012 | 20h12

Flávia D’Angelo e João Coscelli, de O Estado de S.Paulo


O STF deu início nesta segunda-feira, 10, à análise do item 5 da denúncia, que trata do crime de lavagem de dinheiro. O ministro relator Joaquim Barbosa começou e terminou o seu voto. Embora tenha dado a princípio sinais de que condenaria todos os acusados, o relator acabou considerando inocente Ayanna Tenório. Veja abaixo as principais frases do dia.

“Concluo por todas as razões expostas e meu voto é pela condenação de Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos e Geiza Dias pelo crime descrito praticado 46 vezes” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“Apenas para reforçar tal conclusão cito o devastador depoimento de Carlos Sanches Godinho, que era superintendente de Compliance do Banco Rural. Não se trata de empregado mequetrefe” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“Os tais empréstimos formalmente concedidos pelo Rural a sociedades vinculadas às empresas de Marcos Valério para encobrir o caráter simulado desses empréstimos, constituíram uma forma de o banco injetar o dinheiro na quadrilha em troca de vantagens indevidas do governo federal a epoca” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“Os rudimentares e informais registros feito pelo Banco Rural acerca dos verdeiros valores lavados, além de ocultados pelo banco o quanto pôde tinham apenas a finalidade de prestar contas a quadrilha” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“O Banco Central já estava com o sinalzinho amarelo ligado em relação ao Banco Rural bem antes aos fatos tratados nessa ação penal” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“Ayanna Tenório junto a José Roberto Salgado autorizou o quarto empréstimo de 2003 no valor de mais de R$ 27 milhões. Em tal renovações havia o parecer técnico para o risco elevado para a operação” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“O modus operandi utilizado omitiu das autoridades a identidade dos verdadeiros beneficiários desse dinheiro” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“O Banco Rural portanto, mediante procedimento de ocultação, permitia na prática que outras pessoas sacassem cheques nominais em nome da SMP&B” – ministro relator Joaquim Barbosa.

Tolentino não está sendo processado por ser sócio dessa ou daquela pessoa jurídica. Suas ligações com Valério só reforçam e singularizam sua participação no processo de lavagem de dinheiro operada com Valério, seus sócios e a cúpula do Banco Rural” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“O formato adotado pelos réus foi transformar o valor em CDB para tomar o empréstimo” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“Valério, com o auxílio de Tolentino e do BMG, simulou a origem de um valor cuja posse já era da DNA. Como observa a denúncia, o que aconteceu de fato e está provado pela perícia é que o valor apropriado constituiu remuneração aos acusados” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“Os elementos mostram que os empréstimos contraídos pelas agências eram simulados”– ministro relator Joaquim Barbosa.

“Todas essas fraudes contábeis constituíram uma importante etapa para que os membros do núcleo publicitário conseguissem repassar quantias milionárias ocultando e dissimulando a origem e os destinatários desse dinheiro, sabendo que ele era proveniente de atos criminosos contra a administração pública”– ministro relator Joaquim Barbosa.

“A lavagem de dinheiro foi praticada pelos réus do núcleo financeiro e do núcleo publicitário em uma organização orquestrada e com divisão de tarefas, típica de uma organização criminosa” – ministro relator Joaquim Barbosa.

 

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