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Veja as frases de destaque do 20º dia de julgamento

Redação

06 de setembro de 2012 | 18h04

João Cosceli, de O Estado de S.Paulo

No 20º dia de julgamento do mensalão, os ministros terminaram de votar o item 5 da denúncia, que trata de gestão fraudulenta. Pela análise da Corte, a cúpula do Banco Rural, formada por José Roberto Salgado, Kátia Rabello e Vinícius Samarane, foi considerada culpada. Ayanna Tenório, ex-diretora foi absolvida. Veja abaixo as principais frases do dia.

 

“Os autos demonstram um inequívoco descompasso dos dirigentes do Banco Rural” – ministro Gilmar Mendes.

“Foi a sucessão de ações e omissões que caracteriza um reprovável modo de administração” – ministro Gilmar Mendes.

“Não é difícil concluir que as ações identificadas pelo Banco Central foram executadas deliberadamente pelos dirigentes do banco” – ministro Gilmar Mendes.

“Não tenho dúvida quanto à caracterização dos elementos que levam à configuração do crime de gestão fraudulenta” – ministro Gilmar Mendes.

“O Banco Rural não cumpriu as instruções do Banco Central” – ministro Marco Aurélio Mello.

“É aceitável assentar-se a culpa sobre Kátia Rabello e José Roberto Salgado não pelos cargos que ocupavam no banco, mas pelos contatos com Marcos Valério, com o chefe de gabinete da Presidência, também acusado no processo, José Dirceu” – ministro Marco Aurélio Mello.

“Quanto à absolvição de Ayanna Tenório, não resta dúvida. Não logrou o Ministério Público comprovar culpa” – ministro Marco Aurélio Mello.

“Esse controle interno foi implementado não no ângulo econômico-financeiro, mas sob o ângulo administrativo, indicando que ele seria subordinado a Ayanna, que o tribunal disse não ter culpa” – ministro Marco Aurélio Mello.

“A situação de Samarane não é diversa da situação de Ayanna” – ministro Marco Aurélio Mello.

“O exame da denúncia formulada pelo MP e também o exame da defesa oferecida pelos réus, além da análise crítica produzida pelos autos, convencem-me que se formou na cúpula do Banco Rural um verdadeiro núcleo criminoso, com vontades para a realização da obra comum, permitindo que os agente atuassem” – ministro Celso de Mello.

“Os crimes foram orquestrados, de uma forma típica de uma organização criminosa. Não é necessário que todos os envolvidos participem de todas as tarefas para que sejam considerados parte do esquema” – ministro Celso de Mello.

“Os descuido foram em quantidades enlouquecidas” – presidente do STF Carlos Ayres Britto.

“Samarane tinha total ciência das ilicitudes da concessão e das renovações dos empréstimos” – presidente do STF Carlos Ayres Britto.

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