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Veja as principais frases do 10º dia de julgamento

Redação

15 de agosto de 2012 | 21h43

Flávia D’Angelo, de O Estado de S.Paulo

A sessão desta quarta-feira, 15, foi o último dia para as sustentações orais dos advogados dos réus. Na segunda parte do dia, os ministros do STF se dedicaram a discutir as questões preliminares alegadas durante toda a fase de sustentação oral das defesas. Veja abaixo as principais frases:

 

“As alegações da defensoria pública constitui parte essencial das alegações do réu” – Ricardo Lewandowski, ministro do STF.

“A defensoria só se constituiria se o réu não tivesse advogado. Mas ele tinha” – Ricardo Lewandowski, ministro do STF.

“Seis horas de sessão ministro” – Joaquim Barbosa, ministro do STF.

“Quero eliminar as abobrinhas para a gente discutir o que é importante” – Joaquim Barbosa, ministro do STF.

“Trouxe tudo a esse tribunal para evitar qualquer mambo jambo” – Joaquima Barbosa, ministro do STF.

“Justiça que se preza não se presta a órgãos internacionais” – Celso de Mello, ministro do STF.

“Ainda que se aponte que investigação abrange os agravantes o pedido de acesso aos autos deveria ser feito no processo” – Joaquima Barbosa, ministro do STF.

“Senhor Presidente, cada país tem a Justiça que merece” – Joaquim Barbosa, ministro do STF. 

“O poder judiciário não pode permitir que se cale a voz do advogado” – Celso de Mello, ministro do STF.

“Não me preocupa a angústia do tempo” – Celso de Mello, ministro do STF.

“Confesso que nos 33 anos de magistratura jamais me senti alcançado por qualquer frase incisiva de processo” – Marco Aurélio Mello, ministro do STF.

“Se o juiz repetir em entrevistas o voto proferido publicamente, ele será acusada de midiático” – Celso de Mello, ministro do STF.

“Todas as minhas decisões desse processo foram referendadas por colegas desta Corte” – Celso de Mello, ministro do STF.

“Ultrapassam o limite da deselegância e da urbanidade que se exige de todos os atores do processo, aproximando-se da pura ofensa pessoal” – Celso de Mello, ministro do STF.

“As intervenções de vossa Excelência são sempre esclarecedoras” – Ricardo Lewandowski a Marco Aurélio Mello. 

“Não vou adiantar ponto de vista quanto a ele, mas aguardemos e não nos mostramos posteriormente surpresos em relação às consequências” – Marco Aurélio Mello, ministro do STF.

“Por determinação de um co-autor, Duda abre uma empresa em Bahamas e depois uma conta em Miami, conta Dusseldorf. Ele é o titular único dessa conta. Qual é a imputação de lavagem a Duda? Que é uma offshore” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Há uma falta de técnica que assusta e preocupa. Há uma vontade de acusar que preocupa” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“No começo do governo Lula, ninguém falava sobre o modelo de irregularidade. Onde se aponta que deveria haver a dúvida?” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Os crimes imputados a ele aconteceu muito tempo depois” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Na questão da CPI peço que Vossas Excelências tratem com cuidado porque as provas lá não podem ser usadas para um processo criminal” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“O mensalão que está nos autos e a tese de defesa de um relator (Robereto Jefferson) hoje sem credibilidade, que atacou o então chefe da Casa Civil e agora ataca o presidente. Se alguém lhe dava credibilidade? Em que circunstâncias ele cria esse mensalão? Ele sabia que José Dirceu era um homem sério” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“É na toga que vive a esperança de um advogado” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Não acredito que esse processo possa ter um viés político” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Duda é um gênio. Saiu da Bahia, mas a Bahia não saiu dele” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Esse prejuízo (de ser chamada de mensaleira) ela não consegue recuperar. Mas o STF pode livrá-la da denúncia” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Falar que Zilmar é do núcleo financeiro é um delírio mental” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“A acusação trata os dois como um (Duda e Zilmar). Parecia Leandro e Leonardo, uma pessoa só” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“O MP não tem direito a retórica” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“O primeiro direito do acusado é ser acusado direito. Saber do que está sendo acusado” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Se houve constrangimento não foi por parte da defesa. Não sei daonde vieram os ataques e me solidarizo com Vossa Excelência. Mas isso não se fala nas alegações finais” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Vossa Execelência disse que jamais enfrentou tantos ataques. O senhor falou isso nas alegaões finais. Eu fiquei perplexo. Isso é inadimissível” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Nunca é uma ladainha o que um advogado diz” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“No momento em que termina e os ministros saem para lanchar, nós não recebemos nem uma barra de cereal” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Não sou petista, mas presto minha homenagem ao ex-presidente (Lula)” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Esse processo pegou um viés político. Mas é evidente que não terá andamento nesse processo” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes.

“Tenho sido duro até agora. Quero que vossa Excelência leve sempre para o profissional” – Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, advogado de Zilmar Fernandes ao procurador-geral.

“Ç de Mendonça? De esperança? De Justiça?” sobre a tatuagem que Duda Mendonça tem”– Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Ele então recolheu mais de R$ 4 milhões aos cofres da Fazenda Nacional” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Duda errou sim e pagou. A dispensa do BC não o isentava de declarar os valores que recebeu”– Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Vejam o paradoxo que me ocorre agora: se o meu cliente tivesse sido processo em SP ou RS ele já estaria absolvido porque a jurisprudência daqueles tribunais o fariam” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Ter conta no exterior não é crime” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Ele diz que aceita que o procurador tenha dito que existe uma organização criminosa que tenha se formado entre 4 paredes especiais, do Palácio do Planalto. Mas diz que não entende o porquê de colocar Duda e Zilmar na denúncia” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“A conta de Duda é unipessoal. Do Bank of Boston, que ele é cliente há anos” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Todos os documentos que não foram apresentados por Duda foram disponibilizados para a PF” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“A abertura da conta corrente de Duda seria o processo de imputação”– Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Qual o poder intimidatório de Duda para pedir o recebimento no exterior? Isso não parece que tenha sido exigência do devedor? Vamos nos colocar uma vez no lugar do pagador do serviço. Quem tem a chave do cofre?”– Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Se me for apresentada uma prova disso eu paro a sustentação” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“O MP trata o saque de Zilmar como ocultação e lavagem” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Tudo foi feito às claras, à luz do dia, claramente”– Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Por isso eles estão denunciados, porque parte do pagamento era pelo Banco Rural e a outra parte ele recebeu em conta aberta no banco de Miami em nome próprio” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Falta aqui o elemento para a lavagem de dinheiro. Onde está a dissimulação? Onde está a conversão do dinheiro em limpo?” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Inadimplentes e preocupados, eles procuram Delúbio. Ele personificava a própria figura do devedor. Ele que assina as prestações de serviços para a empresa de Duda e Zilmar” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Duda e Zilmar são agentes privados. Não compuseram nenhuma organização criminosa”– Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Duda e Zilmar não são mensaleiros”– Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

 

“Em relação a Duda Mendonça e Zilmar Fernandes isso é indiscutível. Todo o dinheiro que receberam era lícito e se destinava ao pagamento de dívidas da campanha” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Quem não lembra do ‘Lulalá’ e do ‘dia que a esperança venceu o medo’. Uma longa e exaustosa campanha” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Terei de contestá-lo senhor Gurgel, mas tenho que falar que jamais será uma contestação à vossa pessoa” – Luciano Feldens, advogado de Duda Mendonça.

“Eu digo que ele será libertado da condição de réu” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“Hoje é o aniversário de José Luiz Alves. Ele deveria estar comemorando, mas está apreensivo com a decisão do tribunal” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“Não me cabe aqui uma vaidade porque não teria condição de trazer elementos mais conscistente para provar o que é crime de lavagem dinheiro” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“A denúncia foi extremamente frágil” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“Existia dívidas de campanha que foram quitadas por esses valores” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“Ele não tinha o dever de saber que aqueles recursos eram ilícitos” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“Levando em considerado que o acusado é uma pessoa minimamente instruída e que trabalhava no gabiente do ministro é de supor que ele não tenha conhecimento dos constantes repasses” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“José Luiz Alves fez 6 saques e aí a denúncia o qualificou como um profissional” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“Naquele momento ele não tinha percepção de absolutamente nada que pudesse configurar em conduta criminosa” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“Por um momento peço que vossas excelência esqueçam esse processo. Pode sre um momento suave” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“A voz de José Luiz Alves deve ser ouvida no tribunal” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“As discussões que se estabeleceram nesse tribunal foram muito profundas, só lamento que muitas advogadas nao tenham subido aqui nessa tribuna” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“A voz de José Luiz Alves deve ser ouvida no tribunal” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves.

“Já se previa que hoje seria o dia que se iniciaria o exame das conversas existentes no âmbito desse processo” – Celso de Mello, ministro do STF.

“Em mais de nove anos aqui já participei de sessões que duraram mais de 20 horas. Não vejo porque a polêmica” – Joaquim Barbosa, ministro do STF.

“Se ocorrer um alongamento das indagções por parte de Joaquim Barbosa, há possibilidade de se interromper?” – Carmén Lúcia, ministra do STF.

“Por que não marchar para frente?” – Rosa Weber, ministra do STF.

“Gostaria de deixar registrado que se houve incidente processual, este não se deu a nenhum ato deste revisor”  – Ricardo Lewandowski, ministro do STF.

“Estamos em uma verdadeira maratona. Ontem mesmo uns tiveram três turnos” – Marco Aurélio Mello, ministro do STF.

 

 

 

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