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Veja as frases do 37º dia de julgamento do mensalão

Redação

17 de outubro de 2012 | 19h48

Flávia D’Angelo, de O Estado de S.Paulo

A sessão desta quarta-feira, 17, no STF, marcou o início da leitura da última fatia do julgamento do mensalão. Nesta etapa, os ministros analisarão o crime de formação de quadrilha, que envolve José Dirceu e mais 21 réus. Antes da narração de Barbosa, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ayres Britto terminaram o item 7, que trata de lavagem de dinheiro. Leia abaixo as principais frases do dia.

“Não é crível que o banco precisasse da presença de Marcos Valério para a reunião. Todas as reuniões não são fatos isolados, tratam-se de elementos de convergência”, ministro Joaquim Barbosa.

“Jefferson teria percebido que Dirceu era pólvora queimada e não ia cumprir o acordo”, ministro Joaquim Barbosa.

“Dirceu estava sendo pressionado por Roberto Jefferson que exigia o pagamento do combinado com o PTB”, ministro Joaquim Barbosa.

“Marcos Valério, que não detinha qualquer posição oficial no governo, é quem tinha a função de informar ao Banco Rural horários na agenda do chefe da Casa Civil brasileira”, ministro Joaquim Barbosa.

“Esses diálogos deixam evidente o vínculo de hierarquia e subordinação que envolvia Dirceu e os outros membros do núcleo político”, ministro Joaquim Barbosa.

“Genoino era o vice-presidente do PT, o verdadeiro presidente era José Dirceu”, ministro Joaquim Barbosa.

“Não se está a questionar o fato do núcleo político articular a base parlamentar de apoio ao governo. Se questiona a base ter sido formada através de pagamento”, ministro Joaquim Barbosa.

“Para a exata compreensão dos fatos é preciso pontuar que Marcos Valério é um profissioal do crime já tendo prestado serviços ao PSDB em MG na eleição de Eduardo Azeredo em 1998”, ministro Joaquim Barbosa.

“Nessa altura do julgamento, não há dúvidas que Marcos Valério firmou um acordo com o PT para ser a lavanderia ou o duto para todo o ato ilícito que o PT fosse praticar”, ministro Joaquim Barbosa.

“O Banco Rural autenticava os cheques para a SPM&B mesmo sabendo quem eram os reais beneficiários. As informações falsas alimentavam a base de dados do Banco Central”, ministro Celso de Mello.

“O crime de lavagem pode se consumar já na primeira fase, a fase de ocultação”, ministro Celso de Mello.

“A mim me parece que a conduta de alguns réus mostra-se impregnada do dolo direto (…) o intuito de agir com dolo, de lavar, resulta do comportamento desses três réus em particular, eles buscavam dar origem lícita a um dinheiro ilícito”, ministro Celso de Mello.

“A precária situação do PT na época evidencia (a origem do dinheiro)”, ministro Gilmar Mendes.

“A questão não é de atipicidade e sim de crime imperfeito”, ministro Gilmar Mendes.

“Os valores são oriundos da engenharia financeira feita pela equipe de Marcos Valério e não pelo diretório do PT (…) os ajustes nunca foram efetuados pelos funcionários do PT”, ministro Gilmar Mendes.

“As condutas exigem dolo direto. Quem oculta ou dissimula o faz querendo o resultado”, ministro Gilmar Mendes.

“Não socorre aos acusados alegar os acusados a origem ilícita dos recursos”, ministro Gilmar Mendes.

“A decisão que nós proferimos tem efeito radiador em outros tribunais”, ministro Gilmar Mendes.

 

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