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Veja as frases de destaque do 9º dia de julgamento

Redação

14 de agosto de 2012 | 20h28

Flávia D’Angelo, de O Estado de S.Paulo

Durante o penúltimo dia de sustentação oral dos advogados de defesa, ainda foi possível observar muitos ataques à denúncia. Como praticamente um padrão da defesa, os advogados novamente usaram o argumento de que seus cliente não sabiam da origem do dinheiro. Veja as principais frases do dia:

“As alegações finais representam a melhor defesa de Anderson Adauto. Não menciona uma linha para mostrar o que ele no início deu como pleno conhecimento”   – Roberto Garcia Lopes Pagliuso advogado de Anderson Adauto.

“O decreto de falência dessa denúncia veio nas alegações finais”  – Roberto Garcia Lopes Pagliuso advogado de Anderson Adauto.

“Para condenar é preciso que haja a prova máxima. A prova mínima é o suficiente para se fazer um processo penal” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso advogado de Anderson Adauto.

“Não há informação que Anderson teria influenciado Roberto Jefferson a integrar a cúpula do PT” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso advogado de Anderson Adauto.

“As pessoas que conhecem sua história e sua vida não deram credibilidade a essa acusação. Ele foi reeleito” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso advogado de Anderson Adauto.

“Anderson Adauto sofreu sérios ataques por figurar no pólo geral do processo” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso advogado de Anderson Adauto.

“Ser réu nessa ação penal é particularmente doloroso” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso advogado de Anderson Adauto.

“Não vou superar o brilhantismo de todos os advogados que me antecederam” – Roberto Garcia Lopes Pagliuso advogado de Anderson Adauto.

“Será que ele (João Magno) tivesse conhecimento da origem delituosa do recurso, iria para a CPI confessar que recebeu o dinheiro? Que fez o caixa 2?” – Wellington Valente advogado de João Magno.

“Ficaram várias perguntas do senhor procurador sem respostas. Quem o antecedeu nção fez a lição de casa e não trouxe provas das condutas delituosas” – Wellington Valente advogado de João Magno.

“Esta Casa está diante de uma situação configurada de caixa 2 e não há nos autos nenhum documento que prove que o senhor João Magno participasse dos núcleos ou que soubesse da origem dos recursos” – Wellington Valente advogado de João Magno.

“No documento encaminhado à CPI dos Correios, João Magno imediatamete disponibilizou os seus sigilos bancário e telefônico. Nada foi encontrado que pudesse macular a conduta do mesmo” – Wellington Valente advogado de João Magno.

“O julgamento não pode ser resposta a um apelo popular por um um país sem corrupção” – Sebastião Tadeu Ferreira Reis advogado de João Magno.

“No caso do MP entende-se que o crime de organização criminosa trata-se de má fé” – Sebastião Tadeu Ferreira Reis advogado de João Magno.

“Resta claro que recorrer ao partido para pagar dívidas de campanha é uma prática da política brasileira. Esse é o contexto que envolve os saques. Tudo o que foi gastado foi para pré-campanha” – Sebastião Tadeu Ferreira Reis advogado de João Magno.

“Em face das dificuldades financeiras partidárias o acusado fez o que devia ser feito: buscou a tesouraria do partido. Delúbio se comprometeu a ajudar” – Sebastião Tadeu Ferreira Reis advogado de João Magno.

“O José Dirceu só falta ser responsabilizado pela morte de Odete Roitman e do Bin Laden” – Sebastião Tadeu Ferreira Reis advogado de João Magno.

“Essa imprensa também pratica alguns conluios e fazem conchavos com pessoas que respondem por crimes” – Sebastião Tadeu Ferreira Reis advogado de João Magno.

“Talvez a única explicação plausível seja esta fantasia midiática de Ali Babá” – Sebastião Tadeu Ferreira Reis advogado de João Magno.

“Foi tudo feito às claras, à luz do dia” – Sebastião Tadeu Ferreira Reis advogado de João Magno.

“Existem mais de 200 recibos que provam o uso do dinheiro” – Sebastião Tadeu Ferreira Reis advogado de João Magno.

“A prestação foi oferecida por meio mecânimos porque o site do TRE só aceitava por meios eletrônicos” – Sebastião Tadeu Ferreira Reis advogado de João Magno.

“O acusado jamais, em tempo algum , teve conhecimento da origem do dinheiro” – Sebastião Tadeu Ferreira Reis advogado de João Magno.

“Criou-se um mito que o político tudo pode”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“São 18 anos de vida parlamentar jogados no lixo. Hoje ele está afastado de tudo”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“São piores os homens que os corvos”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“Ele poderia até imaginar que o dinheiro viesse de caixa 2, jamais que viria de origem ilícita”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“É evidente que não há o conhecimento se há o dolo eventual de lavagem de dinheiro”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“A acusação não se dedica a provar a origem ilícita dos R$ 20 mil”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“Soubesse o professor dos fatos e quisesse um intermediário ele usaria um motoboy, um padeiro, jamais alguém que ele tem relações públicas, transparente. Se isso é lavagem trata-se da lavagem mais solene”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“O dinheiro não foi colocado ao corpo, ele não pegou na calada da noite. Ele foi ao banco buscar”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“Não importa o destino que o corrompido dá ao dinheiro. Isso não importa para o crime de corrupção. Esse raciocínio não se aplica à lavagem de dinheiro”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“Não há nada mais perverso que a condenção de alguém sem prova”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“Se há dúvida é porque se deve ter absolvição. Não compete ao réu comprovar a sua inocência”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“Para ser mais preciso em todos esses 250 volumes apenas 3 elementos e 3 momentos são citados em relação a professor Luizinho”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“Se reportar a tesoureiro do partido não é crime”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“Essa é a ligação de professor Luizinho no caso. Foi apenas uma pergunta”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“Ele tinha ligação com movimentos sindicais (…) ele gozada de uma amizade muito grande com Delúbio (…) ele o chamava de Zé Linguiça”– Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“Como poderia um líder do governo vender votos?” – Pierpaolo Cruz Bottini advogado de Luiz Carlos da Silva (PT), o professor Luizinho.

“Sua piscina esté cheia de ratos. O tempo não pará” – Luiz Maximiliano Leal Mota advogado de Anita Leocárdia falando ao procurador-geral Roberto Gurgel.

“Senhor procurador da República, o MP não agiu com responsabilidade ao incluir Anita nesse processo. Vossa Excelência deveria” – Luiz Maximiliano Leal Mota advogado de Anita Leocárdia.

“Seja pela ótica da justa causa da inexistência de razão de Anita figurar nessa denúncia, seja pela ausência de dolo não existe nenhuma razão para a condenação de Anita” – Luiz Maximiliano Leal Mota advogado de Anita Leocárdia.

“O STF definiu que não há organização criminosa no direito brasileiro” – Luiz Maximiliano Leal Mota advogado de Anita Leocárdia.

“A verdade é que Anita estava cumprindo uma ordem superior” – Luiz Maximiliano Leal Mota advogado de Anita Leocárdia.

“Se o sujeito na condição de delito não tem certeza absoluta da origem dos bens não se pode considerar lavagem” – Luiz Maximiliano Leal Mota advogado de Anita Leocárdia.

“Quem atendia e recebia as cobranças de credores era Anita. O presidente (Paulo Rocha) não ia ficar atendendo telefones” – Luiz Maximiliano Leal Mota advogado de Anita Leocárdia.

“Existia uma realidade de dívidas. Anita era a depositária das cobranças, era a pessoa mais procurada” – Luiz Maximiliano Leal Mota advogado de Anita Leocárdia.

“Essa denúncia não resiste a um olhar sereno e a uma jurisprudência” – Luiz Maximiliano Leal Mota advogado de Anita Leocárdia.

“A sustentação é oportunidade que essa Casa tem de ler os advogados. Oportunidade que não houve na instrução” – Luiz Maximiliano Leal Mota advogado de Anita Leocárdia.

“Se a palavra de Roberto Jefferson teve tanta relevância para essa denúncia que eu ouso dizer que ela é a situação que orientou o arcabouço fático” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Emprestar o apartamento para uma reunião política não pode ser base para juízo de valor” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Não consigo abandonar a ideia do que o que nós discutimos aqui é uma miséria” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Vamos supor que Paulo soubesse da origem ilícita do dinheiro. Ele teria o dever jurídico de evitar os resultados? – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Me parece que o caixa 2 é uma prática recorrente no modelo eleitoral brasileiro” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Quero ser honesto com os senhores para quando eu voltar aqui para discutir um HC” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Me pareceu desde o começo que (o dinheiro) era caixa 2″ – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Aquele dinheiro era para quitar dívida de campanha. Por esse viés eu entendo que o crime antecedente não existe” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Eu tenho até vergonha de falar que eu tentei rebater com prova testemunhal. É a primeira vez que discuto no Supremo prova testemunhal” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Lugar nenhum no mundo se lava dinheiro na própria conta” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Está fartamente demonstrado nos autos que ele não sabia o destino do dinheiro” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“A denúncia diz que Paulo Rocha tinha plena ciência. Ela não está demonstrada, ela está sugerida” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Acho muito pobre defender escondendo. Ou eu acredito no que eu estou fazendo ou deixo para outros fazerem melhor” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“A lavagem agora já não depende de um crime antecedente. O que a legislação falava sobre crime antecedente?” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Estamos discutindo um processo penal em uma Corte constitucional” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Se há um dogma jurídico, esse dogma abraça essa Casa. A história passa por essa Casa” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Como diz o ministro Gilmar Mendes, se não fosse o foro privilegiado esse julgamento talvez nem tivesse acontecido” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Não sei mais a quem saudar” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Mais do que uma missão constitucional, vossa excelência tem a missão de sentar nessa cadeira” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

“Fiquei feliz em saber que o senhor foi um advogado. Vossa Excelência é um homem extraordinário. Não porque parece com alguém. Mas por aceitar 36 respostas” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha ao dirigir-se ao procurador.

“Essa beca veste um advogado que nem sonhava em sustentar nesse plenário” – João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

 

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