As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Veja as frases de destaque do 38º dia de julgamento do mensalão

Redação

18 de outubro de 2012 | 19h00

 Flávia D’Angelo, de O Estado de S.Paulo

Ao analisar nesta quinta-feira, 18, a última etapa do julgamento do mensalão, que trata de formação de quadrilha, votaram os ministros relator Joaquim Barbosa e o revisor Ricardo Lewandowski. Barbosa condenou todos os acusados, com exceção de Geiza Dias e Ayanna Tenório. Já Lewandowski absolveu todos. Veja as principais frases do dia.

 

“Ele (STF) decide porque é a última instância”, presidente da Corte Carlos Ayres Britto.

“Essa verdadeira miscelânea conceitual enfraqueceu as imputações sacadas contra os réus, em especial a José Dirceu, que em termos jurídicos ora foi acusado de quadrilha, ora foi acusado de organização criminosa”, ministro revisor Ricardo Lewandowski.

“É preciso verificar se a conduta dos réus teve exatamente esse escopo da prática de uma série de crimes indeterminados, se é uma conjunção de pessoas interligadas e se realmente essa associação ameaçava a paz pública”, ministro revisor Ricardo Lewandowski.

“Ele (Rafael Mafei) desenvolveu um raciocínio como as eminentes ministras”, ministro revisor Ricardo Lewandowski ao citar o artigo do professor da Direito GV publicado em o ‘Estado’ nesta quinta.

“Embora Ayanna não tenha participado do começo da quadrilha, ela aderiu aos propósitos criminosos do grupo até então e atuou intensamente em mecanismos fraudulentos para encobrir os empréstimos, além de participação na lavagem de capitais. Mas o Supremo, em outras sessões, entendeu que não há provas contra ela”, ministro Joaquim Barbosa.

“Integrantes do núcleo financeiro, em troca de vantagens indevidas, lavaram boa parte dos valores ilícitos movimentados pelo grupo, bem como aportaram recursos ao esquema”, ministro Joaquim Barbosa.

“A situação patrimonial daquela instituição financeira (Banco Mercantil de Pernambuco) em maio de 2003 era deficitária, com os ativos contáveis insuficientes para totalizar a ação dos passivos do banco. Eram mais de R$ 1,7 bilhão (de dívidas)”, ministro relator Joaquim Barbosa.

“Simone tinha plena consciência da ilicitude de sua conduta”, ministro relator Joaquim Barbosa.

“Me lembro de ter lido um laudo que dizia que o grupo de Marcos Valério teriam produzidos mais de 80 mil notas fiscais falsas”, ministro relator Joaquim Barbosa.

“Como é próprio de toda quadrilha havia uma organização do grupo, que dependia da conduta de cada um dos membros. Por isso é importante que a ação de cada um seja feita no contexto dos fatos”, ministro relator Joaquim Barbosa.

“Delúbio era o braço do núcleo político com o publicitário e Genoino era o responsável pela interlocução e acordo com os parlamentares”, ministro relator Joaquim Barbosa.

“Emerson Palmieri confirmou à PF que Roberto Jefferson recebeu R$ 4 milhões em virtude de acordo entre PTB e PT na sede do PT em Brasília. O acordo estabelecia um valor de R$ 20 milhões a ser quitado em parcelas (…) Pelo PT participaram Genoino, Silvio Pereira, Marcelo Sereno e Delúbio Soares”, ministro relator Joaquim Barbosa.

“É fantasioso o que diz Delúbio que não havia uma prova de formação de quadrilha. Os laudos apontam o contrário. Há provas que Delúbio além de funcionar como braço do núcleo político, era o principal elo entre o núcleo político e o publicitário. Genoino era o interlocutor político. Cabia a ele formular os acordos com os líderes de governo”, ministro relator Joaquim Barbosa.

“Delúbio e Marcos Valério confirmaram todos os encontros, bem como a proximidade entre os dois réus”, ministro relator Joaquim Barbosa.

“Ao contrário do que sustenta a defesa de Dirceu, Valério confirma que ele fazia parte do esquema e recebia de Delúbio as coordenadas (…) mesmo fora ele continuava a ditar os rumos da organização criminosa. Delúbio era o principal braço operacional do núcleo”, ministro relator Joaquim Barbosa.

Tudo o que sabemos sobre:

frasesMensalãoministros

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.