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Veja as frases de destaque do 25º dia de julgamento do mensalão

João Coscelli

19 de setembro de 2012 | 19h40

No 25º dia do julgamento do mensalão, o ministro relator do processo, Joaquim Barbosa, votou pela condenação da cúpula do antigo Partido Liberal (PL) – hoje Partido da República (PR) – e de ex-deputados do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), entre eles Roberto Jefferson, pivô do escândalo.

Do PL, os ex-deputados Valdemar da Costa Neto e Carlos Rodrigues e o tesoureiro Jacinto Lamas foram condenados por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Do PTB, Jefferson e outro ex-parlamentar, Romeu Queiroz, além do secretário Emerson Palmieri receberam o voto de condenação do relator.

Veja as principais frases da sessão:

“A fidelidade do PL ao PT na Câmara não estava segura, embora o vice-presidente [José de Alencar] pertencesse ao PL. Se nem esse apoio menor era garantido, os parlamentares não dariam seu apoio na Câmara”ministro relator Joaquim Barbosa.

“O réu [Valdemar da Costa Neto] teve fundamental auxílio do corréu Jacinto Lamas, conferido de modo estável ao longo de quase dois anos”ministro relator Joaquim Barbosa.

“O volume de recursos manipulados pelo réu não permite que se acolha a alegação da defesa de que ele não sabia da origem do dinheiro. O auxílio de Lamas a Valdemar está materializado nos autos, não havendo qualquer causa que afaste a natureza criminosa da sua conduta”ministro relator Joaquim Barbosa.

“Considero a materialidade do crime de corrupção passiva cometida pelos réus Jacinto Lamas e Valdemar da Costa Neto”ministro relator Joaquim Barbosa.

“Ele recebeu dinheiro do PT porque era um dos representantes máximos do PL. No exercício do seu mandato, votou e deliberou no sentido pretendido dos corruptores” – ministro relator Joaquim Barbosa sobre o réu Carlos Rodrigues

“O que importa para os fins deste julgamento é que Rodrigues recebeu o dinheiro do PT para as finalidades apontadas na denúncia”ministro relator Joaquim Barbosa.

“Conclui-se que os repasses do PT ao réu, consubstanciaram a prática do crime de lavagem de dinheiro. Valério diz ter passado a Valdemar, de fevereiro a abril de 2003, mais de R$ 3 milhões, por determinação de Delúbio Soares. O réu Valdemar da Costa Neto confirmou o fato”ministro relator Joaquim Barbosa.

“O parlamentar valeu-se de dezenas de mecanismos de lavagem de dinheiro para receber vantagem indevida sem deixar vestígios ou rastros no sistema bancário”ministro relator Joaquim Barbosa, sobre Valdemar da Costa Neto

“O fato de a sistemática ter feito com que os dois réus [Costa Neto e Rodrigues] tenham recebido essas quantias no mesmo dia reitera o dolo da conduta”ministro relator Joaquim Barbosa.

“A conduta de bispo Rodrigues preenche o tipo penal da lavagem de dinheiro à medida que participou do esquema”ministro relator Joaquim Barbosa.

“Jefferson, que era um líder parlamentar do PTB, sabia da existência do que ele chamou de mesada. Mais que isso, sabia que Martinez, presidente do seu partido, vinha recebndo recursos em espécie do esquema operacionalizado por Marcos Valério e seus sócios” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“Depois do falecimento de Martinez, Jefferson de valeu da sistemática oferecida por Valério e Delúbio aos parlamentares acusados nesta denúncia e aceitou receber os pagamentos” – ministro relator Joaquim Barbosa.

“Pagamentos nesse montante a um líder de partido importante na Câmara equivale a prática corrupta” – ministro relator Joaquim Barbosa, sobre Roberto Jefferson.

“Queiroz vendeu seu apoio na Câmara dos Deputados em troca dos recursos que o PT vinha oferecendo aos aliados” – ministro relator Joaquim Barbosa.]

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