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Veja as frases de destaque do 24º dia de julgamento do mensalão

Redação

17 de setembro de 2012 | 19h52

No 25º dia do julgamento do mensalão, o ministro relator do processo, Joaquim Barbosa, iniciou a leitura do seu voto analisando as acusações contra a cúpula do Partido Progressista (PP), que teriam recebido recursos em troca de apoio ao governo na Câmara dos Deputados, e dos executivos da Bônus Banval, que integraram o esquema de lavagem de dinheiro e repasse às pessoas apontadas pelo ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares.

No seu voto, Barbosa apontou que a cúpula do PP, composta por Pedro Henry, José Janene, Pedro Corrêa e João Cláudio Genu, participou do esquema de lavagem de dinheiro ao receber dinheiro para apoiar o governo, tendo cometido, assim, o crime de corrupção passiva. Eles também se organizaram em quadrilha ao lado dos empresários da Bônus Banval, Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado.

Veja as principais frases da sessão:

“A quadrilha se revela nos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro cometidos indefinidamente em associação estabilizada caracterizada em união no desígnio de lavar valores” – ministro relator Joaquim Barbosa, referindo-se aos empresários da Bônus Banval e aos membros do PP

“Os réus mantiveram-se reunidos em quadrilha por vários meses” – ministro relator Joaquim Barbosa, referindo-se aos empresários da Bônus Banval e aos membros do PP

 “Conclui-se que os réus do PP – Henry, Genu, Corrêa e Janene – formaram quadrilha primeiramente para os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A partir de fevereiro de 2004, passaram a contar com a adesão de Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg” – ministro relator Joaquim Barbosa

“Os réus Quadrado e Fischberg ofereceram sua estrutura empresarial para os fins criminosos dos membros do PP (…) e dessa maneira foram coautores das operações de lavagem de dinheiro”- ministro relator Joaquim Barbosa

“Os réus João Cláudio Genu, José Janene, Pedro Henry e Pedro Correa organizaram-se mediante divisão de tarefas para prática em concurso de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e a partir de fevereiro de 2004 passaram a contar com a colaboração de Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg” – ministro relator Joaquim Barbosa

“Está cabalmente comprovada a trama montada pelos réus para a lavagem de dinheiro” – ministro relator Joaquim Barbosa

“Os três parlamentares que dirigiam o PP beneficiaram-se do pagamento de vantagem indevida, utilizando-se de novas modalidades de lavagem de dinheiro, desta feita por meio da Bônus Banval” – ministro relator Joaquim Barbosa

“Os autos demonstram que Quadrado, sócio-proprietário da empresa, foi responsável por orientar que os funcionários fossem os intermediários do recurso, executando assim, de forma dolosa, o crime de lavagem de dinheiro” – ministro relator Joaquim Barbosa

“Os réus se organizaram para a prática de delitos” – ministro relator Joaquim Barbosa

“Está comprovada assim a prática de lavagem de dinheiro dos réus do PP com o auxílio de João Cláudio Genu” – ministro relator Joaquim Barbosa

“Janene, Henry e Correa se valeram do mecanismo de lavagem oferecido pelos réus do núcleo financeiro para receber o dinheiro de maneira segura” – ministro relator Joaquim Barbosa

“Genu foi intermediário dos recebimentos e, sabedor da origem do dinheiro, foi executor do crime de lavagem de dinheiro que envolve os réus do PP” – ministro relator Joaquim Barbosa

“Os réus do PP receberam milhões de reais em espécie sem deixar praticamente nenhum rastro no sistema bancário do país” – ministro relator Joaquim Barbosa

“Não houve, por qualquer motivo, além da fidelidade de Pedro Correa, Pedro Henry, José Janene e João Cláudio Genu que explicasse o interesse do PT em realizar os repasses milionários aos parlamentares do PP, tal como confessado pelos réus Marcos Valério e Delúbio Soares”ministro relator Joaquim Barbosa

“O dinheiro foi repassado pelo PT depois da reorientação da bancada do PP por parte do deputado Pedro Henry”ministro relator Joaquim Barbosa

“Não existia qualquer outro motivo pelo qual o PT tivesse interesse em financiar o PP naquele momento, a não ser o apoio parlamentar” ministro relator Joaquim Barbosa

“O apoio dos parlamentares acusados não se resumiu às votações na Câmara. Aquele foi apenas o momento crucial do acordo solicitado do PT. Os deputados do PP praticaram atos de ofício. Coube ao acusado Pedro Henry orientar os votos dos demais deputados no sentido daqueles que efetuaram os pagamentos”ministro relator Joaquim Barbosa

“Não houve aliança política, mas ainda assim houve repasse de milhões e milhões”ministro relator Joaquim Barbosa, apontando que PP e PT nunca fizeram aliança formal

“A finalidade em que os recursos foram entregues é irrelevante para a consumação do crime de corrupção”ministro relator Joaquim Barbosa, rebatendo a alegação da defesa

“Fica comprovado assim que os parlamentares prestaram seu apoio ao PT após receberem o dinheiro”ministro relator Joaquim Barbosa, sobre as votações realizadas justamente na mesma época em que os pagamentos foram efetuados

“Marcos Valério foi o elo entre todos esses parlamentares e o PT, representado na pessoa de Delúbio Soares, que decidia quem receberia os pagamentos” ministro relator Joaquim Barbosa

“Ajuda de campanha também configura vantagem indevida a parlamentar”ministro relator Joaquim Barbosa, sobre as alegações da defesa de que o dinheiro não era para apoio político

“O esquema não era desconhecido”ministro relator Joaquim Barbosa, sobre o depoimento de Roberto Jefferson no qual o ex-deputado disse que até o ex-presidente Lula havia sido informado dos pagamentos

“O pagamento dos valores aos parlamentares foi admitido por Marcos Valério e pelos próprios parlamentares”ministro relator Joaquim Barbosa

“Os acusados receberam elevadas quantias em espécie sem qualquer registro formal de contabilidade ou transação bancária”ministro relator Joaquim Barbosa

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