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Veja as frases de destaque do 11º dia de julgamento do mensalão

Redação

16 de agosto de 2012 | 20h27

Flávia D’Angelo, de O Estado de S.Paulo

O 11º dia de julgamento do mensalão começou com a leitura do voto do ministro relator do processo, Joaquim Barbosa. Entretanto o rito escolhido por Barbosa foi criticado pela Corte e motivo de discussões no início e no final da sesssão. Veja abaixo as principais frases do dia.
“Espero que a Corte julgue com o equilíbrio de sempre” – José Carlos Dias, advogado de Kátia Rabello.

“Quando Vossas Excelências estiverem votando eu não estarei aqui, por meu problema de saúde. Lewandowski diz que ficou meses com o processo, mas eu fiquei 7 anos”– Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Fiz 38 votos distintos, minha abordagem é completamente diferente do ministro relator” – Ricardo Lewandowski, ministro revisor do processo.

“É preciso que se observe a ordem natural da coisa para que não fiquemos a votar matérias diretas” – Marco Aurélio Mello, ministro do STF.

“Vejam a complexidade apenas desse item. Se deixarmos para fazer as proclamações, é evidente que qualquer um pode mudar o voto, mas vamos prejudicar em muito a compreensão, e corremos o risco de não ter um relator até o final”– Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Perdoem, já estou esgotado” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Ela foi contratada para serviços de consultoria, mas na verdade o proprietário da empresa Luiz Costa Pinto prestava serviços de assessoria de imprensa para o deputado João Paulo Cunha” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“João Paulo visava a melhorar a imagem da Câmara na imprensa” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Cristiano Paz e Ramon sabiam que as suas áreas não vinham executando serviços conforme o montante de pagamentos” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“As obras de reforma física do prédio da Câmara foram subcontratadas pela empresa de Marcos Valério” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Ha indícios que a subcontratação foi feita para atender interesses privados (…) com a inclusão de perguntas estranhas” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Os laudos periciais e as demais provas desses autos evidenciaram que a agência foi contratada e permaneceu a receber recursos públicos por mais de 14 meses apesar de sua participação quase nula” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“João Paulo Cunha proferiu mais de 50 autorizações para contratação de terceiros” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Ocorre que a subcontratação não é o crime. O crime é porque a SPM&B durante o contrato com a Câmara não se deu como um meero funcionario. A subcontratação se deu em todos os contratos. De R$ 10 milhões, somente R$ 17 mil foram para a SPM&B” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“O crime se consumou e permitiu a ocultação dos bens por dois anos. Os órgãos não foram informados das transações, exceto por meios informais” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Se João Paulo Cunha tivesse sacado no banco configuraria em lavagem de dinheiro” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“A própria SPM&B era a própria beneficiária mas a informação é de que o dinheiro era para pagamento” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Foi um claro favorecimento a um beneficiário privado”  – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Valério e seus sócios tinham interesse nos órgãos públicos. Confessadamente, isso os levou a se aproximarem de integrantes do PT” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“A função do tesoureiro é fornecer dinheiro aos diretórios. A esposa de Cunha não precisaria ir a uma agência buscar a quantia” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Não havia dúvida de que o dinheiro não era do PT ou de Delúbio Soares, e sim dos funcionários da agência. O réu conhecia a origem o dinheiro e aceitou a vantagem oferecida pelos sócios” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“O recebimento de R$ 50 mil por pessoas de sua confiança teve diferentes explicações por parte da defesa. No início, o acusado negou o recebimento” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Estabelecidas as relações entre Cunha e os réus Cristiano, Ramon e Valério, o presidente, em 2003, recebeu a soma de R$ 50 mil, oriunda da agência de Marcos Valério. Isso é indiscutível” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“As relações estabelecidas por Cunha com os controladores da DNA e com Pinto foram a realização da campanha e a assessoria em dezembro de 2002. Em junho de 2003, a empresa de Pinto foi contratada para prestar serviços à Câmara, mediante autorização de Cunha” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Foram considerados os seguintes fatos para as denúncias de corrupção: recebimento de R$ 50 mil pelo réu João Paulo Cunha e um cheque recebido por sua esposa no Banco Rural de Brasília” – Joaquim Barbosa, ministro relator do processo.

“Exceções seriam “lamentáveis” – Celso de Mello, ministro do STF.

“Não compareci à corte para pronunciar-me em doses homeopáticas” – Marco Aurélio Mello, ministro do STF.

“Me preparei nos últimos seis meses para um voto consistente que não tem essa lógica” – Ricardo Lewandowski, ministro revisor do processo.

“Temos o cronograma em sessão administrativa adotada pela Corte. O senhor relator terá três dias. O revisor também. Tudo segundo o regimento” – Ricardo Lewandowski, ministro revisor do processo.

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