Vazamento de paper de Serra pelo DEM causa desconforto na oposição
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Vazamento de paper de Serra pelo DEM causa desconforto na oposição

Camila Tuchlinski

11 Maio 2010 | 15h53

Por Rodrigo Alvares

A confusão provocada no Democratas na semana passada por causa do vazamento ao deputado petista Luiz Sérgio (RJ) de um documento que discorre sobre temas da campanha presidencial que devem ser abordados pelos parlamentares do DEM, PPS e PSDB continua a causar mal-estar na oposição. Uma reunião de emergência foi convocada pelo corpo técnico do DEM para enquadrar os assessores sobre o e-mail que foi enviado, por engano, pela assessoria do líder do partido na Câmara, Paulo Bornhausen.

De acordo com uma fonte do DEM, o clima durante o encontro – que teria durado mais de duas horas – estava muito tenso. Sobraram críticas e ordens para que os assessores passem a evitar o uso de telefones e até de e-mails na Câmara. No último sábado, durante o lançamento de Geraldo Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes, o constrangimento dos tucanos com a presença de partidários do DEM era evidente.

Outro detalhe tornou a história motivo de chacota pelos corredores da Câmara. Por dois meses, os funcionários do gabinete enviavam documentos para a impressora, mas não saía nada. Foi então que um assessor do PT teria ido até a sala  para avisar que a papelada estava saindo no escritório dos petistas – que fica em outro andar.

O assessor de imprensa de Paulo Bornhausen, Eduardo Balduino, negou a informação. Sobre o encontro de emergência, disse que foi uma “reunião de serviço entre assessores”. De acordo com ele, o uso de telefones e e-mails não foi cerceado, mas o advogado do partido teria “relembrado pontos que a legislação eleitoral não permite”.

O documento, que estava previsto para ser distribuído diariamente, teve sua produção suspensa. Os funcionários envolvidos no vazamento foram demitidos na última quinta-feira.

Leia abaixo o documento:

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Update 20h29: O assessor de imprensa do deputado Paulo Bornhausen, Eduardo Balduino, enviou um e-mail ao blog para reforçar que não houve reunião de emergência e diz que o clima foi de descontração. Ele negou as críticas e diz que nunca proibiram os assessores de usar o telefone. De acordo com Balduino, “foi uma reunião funcional, que durou menos de uma hora e onde foram repassados, pelo advogado da Liderança, pontos da legislação que devem ser observados durante o período das eleições. O clima da reunião foi de descontração”.

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