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Valdemar se defende no Conselho e diz que nada desabona sua conduta

Jennifer Gonzales

28 de setembro de 2011 | 16h34

Eduardo Bresciani, do Estadão.com.br

O deputado Valdemar da Costa Neto (PR-SP) fez pessoalmente sua defesa no Conselho de Ética em que se discute a abertura de um processo contra ele dizendo não haver nada que desabone sua conduta. O relator, Fernando Francischini (PSDB-PR), defendeu a investigação, mas Valdemar pretende o arquivamento imediato.

O parlamentar falou por cerca de 15 minutos. Rebateu pontualmente as quatro acusações levantadas pela representação feita pelo PSOL e PPS. Em relação à acusação de envolvimento em supostas fraudes no Ministério dos Transportes, o deputado criticou a matéria da revista Veja, que explodiu o escândalo, por ter se baseado em denúncias anônimas. “O trabalho de atuação das autoridades competentes confirmará que não havia mal-feito no caso dos Ministérios dos Transportes”.

Sobre o vídeo no qual Valdemar negociaria a liberação de recursos do ministério para que o deputado Davi Alves Silva Júnior ingresse no PR, o parlamentar afirmou que não era este o contexto da conversa. Segundo ele, Davi foi para o PR por ter perdido espaço no PDT em Imperatriz (MA). Destacou ainda que a obra mencionada no vídeo, de 2009, sequer saiu do papel.

Valdemar comentou ainda o trecho de entrevista dada a uma rádio de Mogi das Cruzes na qual ele diz “querer” uma diretoria de um banco público para ajudar aliados a liberar verbas. O parlamentar afirma que usou uma “linguagem típica de rádio”, com o objetivo apenas de facilitar a comunicação. “Não entendo no que essa manifestação, no exercício de liberdade de expressão, comprometa o decoro”.

Em relação à denúncia de fraudes na “Feira da Madrugada” em São Paulo, Valdemar também negou envolvimento. Afirmou não existir provas de seu envolvimento e apontou ainda imprecisões em relações a cartas trocadas entre o vereador Agnaldo Timóteo (PR-SP) e um empresário.

Concluiu dizendo que muitas pessoas inocentes já foram condenadas por “precipitação” e ressaltou a certeza de sua inocência. “Reitero inexistência de qualquer fato que desabone minha conduta”.

O advogado de Valdemar, Marcelo Bessa, também fez comentários reforçando o depoimento do cliente. Afirmou que não há porque se abrir investigação sobre “nada”.

O relator, Fernando Francischini (PSDB-PR), rebateu novamente. Ele defendeu a abertura da investigação e provocou protestos de parlamentares do PR ao levantar questionamentos sobre a atuação do partido no Ministério dos Transportes. “Se não existe nada nos Transportes porque a presidente Dilma demitiu o ministro e 20 integrantes da cúpula?”, questionou.