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Um aerotrem da alegria para Fidelix

Jennifer Gonzales

30 de novembro de 2010 | 22h39

Lucas de Abreu Maia

Quem acompanha a equação da montagem do ministério de Dilma Rousseff já está acostumado com siglas como PT, PMDB, PSB, PR, PDT e PC do B. Mas agora o PRTB, do candidato derrotado à Presidência Levy Fidelix, pediu um encontro com Dilma para “discutir o espaço” do partido no governo.

Incansável defensor do Aerotrem, projeto apresentado em campanhas aos mais diferentes cargos desde que entrou para a política, o folclórico Fidelix declarou apoio à petista no segundo turno e agora espera contrapartida. “Cada aliado não tem o seu espaço? Nós também vamos postular algo que condiga com a força que temos”, disse Fidelix.

A assessoria da presidente eleita negou ter recebido o pedido de Fidelix para o encontro e afirmou que o compromisso não consta de sua agenda.

O PRTB elegeu dois deputados. Para tentar se cacifar na disputa por cargos, porém, Fidelix se apresentará como representante de outros seis partidos nanicos. Juntos, eles somarão 15 assentos na Câmara – mesmo número do PC do B, aliado de primeira hora de Dilma.

Amanhã, os sete nanicos se reunirão em Brasília para discutir a formação de um bloco na Câmara, a fim de se fortalecer para as eleições de 2012. Mas já há discórdia sobre como atuar. “Se for para apoiar o governo, o PMN não vai participar”, afirmou a secretária-geral da sigla, Telma Ribeiro. “O Levy deve ter se confundido, porque não participou das reuniões anteriores.”

Entre os sete nanicos, dois apoiaram a candidatura do tucano José Serra: PMN e PT do B. São as duas legendas com maior representação, com quatro e três deputados eleitos, respectivamente.

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