TV Estadão promove debate sobre as manifestações
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TV Estadão promove debate sobre as manifestações

Redação

21 Junho 2013 | 15h23

A TV Estadão promove debate nesta sexta-feira, 21, sobre os protestos ocorridos durante essa semana nas cidades brasileiras e sobre os impactos dessas manifestações para a classe política. A transmissão será ao vivo, a partir das 16h. Os internautas podem enviar sugestões de perguntas pelo Twitter, usando a hashtag #ParticipeEstadao, ou pela página do Estado no Facebook.

No encontro, os cientistas políticos José Álvaro Moisés, Carlos Melo e Aldo Fornazieri vão discutir também a reação de manifestantes contrários à participação de militantes de partidos políticos nos protestos ocorridos em todo o País.

No ato desta quinta-feira, 20, aumentou o coro pelo grito “sem partido” entre parte dos manifestantes, que chegaram a entrar em conflito com grupos que levavam bandeiras de siglas como PSTU, Psol, PCB, PC do B e PT. Cenas de discussão foram registradas em São Paulo, Belo Horizonte. Os “antipartidos” se diziam contrários à partidarização dos atos e qualificavam a presença das bandeiras como oportunismo. Os militantes respondiam com gritos de “sem facismo”.

Acompanhe os principais trechos do debate:

16h55 – Para Fornazieri, o saldo dos protestos foi positivo e um marco para a história do Brasil.

16h50 – Moisés disse que os protestos podem fazer com que os partidos mudem, tendo por pano de fundo a proximidade das eleições. Ele voltou a defender que as legendas refaçam suas conexões com a sociedade. “(Os partidos) precisam redignificar a política como atividade preocupada em melhorar a qualidade de vida das pessoas. É preciso fazer uma espécie de itinerário de renovação”, afirmou.

16h48 – Carlos Melo afirmou que a horizontalidade do movimento, nascido nas redes sociais, é perigoso, porque, segundo disse, “a sociedade descontrolada pode se tornar uma besta fera”. “Por isso deve haver um fio condutor. E esse fio condutor se chama política”, disse.

16h40 –Para Aldo Fornazieri, o antipartidarismo que ganhou os protestos vem essencialmente dos elementos neofascistas infiltrados no movimento. Ele criticou a postura do PT ao lidar com as manifestações.  “O PT cometeu erro básico:  achou que por  está lá em cima, triunfou e vai permanecer ali. E nesse sentido falta virtude republica, que implica que você lute permanentemente por aquilo que você conquistou”, afirmou. “O problema é como você se mantém no poder. O PT se acomodou lá e de certa maneira mudou de lado”.

16h38 – “O partido tem que se explicar em público. Isto leva a um processo de desgaste. É perigoso? Sim, é, se não vai ficar um oco que pode se tornar uma oportunidade política para várias aventuras, sobretudo as ditatoriais”, disse Moisés.

16h35 – Na mesma linha, José Álvaro Moisés concorda com Melo. Disse que os partidos políticos, hoje, não fazem esforços para fazer conexões com a sociedade. “Eu não vejo esforço dos partidos de fazer essa conexão”, afirmou.

16h32 – Internautas questionam  se a onda de manifestado, que tem protestado contra os partidos, seja pelo fato de existir muitas siglas na política brasileira. Para Carlos Melo, a existência de muitos partidos não é um problema. “Se você tem uma sociedade múltipla,  existirão vários partidos. Os partidos, na lógica estrutural deles, no padrão mental, não correspondem mais a essa nova sociedade. Parece que perderam o elo com a sociedade. Não conseguem dialogar”, disse Melo.

16h28 – O cientista político Aldo Fornazieri disse que o protesto não é reflexo de uma crise institucional classe. Para ele, a onda de manifestações que atingiram o País é causada por uma crise de representatividade da sociedade.  Fornazieri classificou os protestos como “rebelião da sociedade não representada”. “Entendo que a causa mais profunda é a forma como a sociedade mudou. A sociedade se dividiu em duas: a sociedade  representada, dos pobres,  e a sociedade dos não representados. O que está na rua é a sociedade dos não representados. E quem são? São as classes média baixa e a classe B”, avaliou.

16h24 – Sobre o apartidarismo que tem sido lema dos protestos,  José Álvaro Moisés afirma que isso é resultado do distanciamento dos partidos políticos da população. “Os partidos se afastaram da população”.

16h21 – O Estado questionou os especialistas sobre a opinião de cada um sobre os motivos que geram a onda de protestos pelo País. Para  Carlos Melo, “há uma penca de problemas”. “Há uma penca de problemas. Não é só a questão da tarifa, já está claro há muito tempo. Há um desconforto que existe nos grandes centros urbanos. Do ponto de vista das política públicas do Estado, problema muito sério com segurança e com a saúde”, afirmou.

16h19 – A TV Estadão começa o debate.

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