Aborto e liberação das drogas marcam debate de candidatos à presidência da OAB-SP
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Aborto e liberação das drogas marcam debate de candidatos à presidência da OAB-SP

luizamonteiro

26 de novembro de 2012 | 13h28

O Estado de S. Paulo

Os três candidatos à presidência da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Marcos da Costa – da situação – Ricardo Sayeg e Alberto Toron – ambos da oposição – realizaram na tarde desta segunda-feira, 26, o debate promovido pela ‘TV Estadão’ e travaram embate em temas polêmicos como a legalização das drogas e a legalização do aborto.

Costa e Sayeg se mantiveram contra as legalizações, ambos fazendo menções ao cristianismo e à vida pessoal. Sobre o aborto, na avaliação de Toron, a OAB não tem que ser a favor ou contra, mas discutir a matéria. Ao comentar sobre a legalização das drogas, ele disse que o assunto não deve ser tratado como era na época da ditadura. Toron foi acusado pelos seus adversários de ser a favor da liberação da cocaína e de comparar o consumo de drogas ao de caipirinha.

Acompanhe os trechos principais do debate:

1620 – Alberto Toron, em sua conclusão, classificou a gestão atual da OAB de “arrogante e inábil” e prometeu que, se for eleito, vai mudá-la.

16h18 – Na sua vez, Toron ressaltou que se lançou candidato da chapa que vai representae “adequadamente a advocacia” e defender “cada advocado da cidade de SP”.

16h14 – Em suas considerações finais, Marcos da Costa manifestou respeito aos seus adversários e afirmou que espera que as eleições da OAB sirvam de exemplo para todo o País.

16h08 – Para Toron, a queda de prestígio da advocacia é atribuída, dentre outras coisas, ao uso político que fazem da Ordem. Ele se referiu outra vez ao ex-presidente da OAB, que saiu como candidato à vice prefeito de SP.

16h07 – O candidato Alberto Toron se defendeu e afirmou que seus rivais distorcem sua fala.

16h06 – Sayed também reforçou a acusação e disse que Toron defendeu “até a liberação da cocaína”. “Será que existe uma boa cocaína, uma boa maconha? Falou da liberação até mesmo da cocaína. Isso é péssimo. Isso não pode servir de bandeira me hipótese alguma para a Ordem”, disparou.

16h04 – Marcos da Costa também se posicionou contrário à legalização das drogas: “Tenho posição firme, série, contra qualquer forma de liberação das drogas. Rezo todo dia para que meus filhos não se envolvam com drogas”, disse. Ele também acusou Toron de comparar o usuário de maconha a quem bebe caipirinha.

16h01 – Toron lembrou do que era feito com os usuários de droga na época da ditadura. “É preciso que se discuta o que fazer o que com o usuário. É legítimo que nós nos posicionemos. O que não podemos é nos escondermos atrás de frases feitas e de conceitos.”

15h55 – Pergunta dirigida a Ricardo Sayed sobre se ele é a favor da legalização das drogas. Sayed afirmou ser contra a legalização. “A liberação da droga vai financiar os cartéis, o narcotráfico, a violência, essa guerra civil que estamos vivendo em SP. É evidente a relação com a droga”, disse. Sayeg também acusou Toron de defender a liberação num simpósio científico que o candidato rival apresentou e tem em seu currículo.

15h49 – Fim do segundo bloco.

15h49 – Toron comentou que a OAB não tem que ser a favor ou contra a legalização do aborto, mas discutir a matéria. “Estamos num estado laico. Não é o aborto banalizado, livre e indiscriminado. Isso precisa ser pensado com base na realidade. “Não adianta nós querermos nos apresentar como cristãos quando a realidade é outra”, disse em crítica à opinião dos seus rivais. “O papel da Ordem não é ser ou não a favor do aborto. É discutir esse assunto”.

15h47 – Na mesma linha foi a resposta do candidato da oposição Ricardo Sayeg: “O aborto não pode ser tido como liberado.  Pensando em aborto, na minha esfera individual, eu sou radicalmente contra. Eu ainda sou a favor da vida, sou a favor da existência.

15h44 – A quarta pergunta é se o candidato Marcos da Costa é a favor da legalização do aborto.  Ele afirmou não ser a favor, citando sua vida pessoa, por ter mulher e filha.

15h40 – Toron negou qualquer rusga com D’Urso. “Não existe isso”.

15h39 – Sayeg concordou com Marcos da Costa. “Foi uma briga pessoal que o Toron teve com o D’Urso. Toda a advocacia sabe disso”.

15h38 – Para Marcos da Costa, Toron tem mágoas por ter perdido espaço na equipe de D’Urso quando ele presidia a OAB.

15h32 – Toron afirmou que o ex-presidente da OAB-SP, que apoia o candidato Marcos da Costa,  fez da Ordem um “estaleiro de político fracassado”. “Eu acho um cúmulo um sujeito fracassado na campanha eleitoral fazer da OAB como se fosse estaleiro de político fracassado”, afirmou. Luiz Flávio Borges D’Urso foi candidato à vice prefeito de São Paulo neste ano na chapa de Celso Russomanno (PRB).

15h31 – Fim do primeiro bloco.

15h30 – Sayeg: “Eles não acreditam do hospital do advogado porque eles (situação) não conseguiram fazer.”

15h27– No comentário, Toron disse que Sayeg refluiu  da resposta. “A Ordem não tem condições de construir um hospital. O que a Ordem tem sim condições é de criar plano de saúde decente para o advogado. Coisa que a atual gestão não fez”.

15h24- A segunda pergunta foi sobre a proposta de Ricardo Sayed de serem construídos hospitais para os advogados. “O advogado quando fica doente é lançado à miséria. A OAB serve para defender a Constituição, para atender os direitos fundamentais da população. Mas ela também serve para defender o advogado”, disse Sayeg.

15h17 – Marcos das Costa teve direito de resposta concedida, mas seu tempo se esgotou durante a réplica.

15h16 – O outro candidato da oposição, Alberto Toron, em comentário da primeira pergunta, afirmou que a OAB, durante a gestão de Marcos da Costa, “sentou no banco dos réus” por causa de um crime ambiental. “Instrumentalização da OAB para fins políticos não podem acontecer”, disse Toron.

15h15 – Sayeg respondeu que o candidato da situação não tem proposta. “É inadmissível”. Infelizmente há continuidade e falta de proposta.

15h13– Marcos da Costa é o primeiro a responder. Seu adversário, Ricado Sayeg classifica que Costa tem perfil limitada. Em resposta, Costa apresentou seu histórico e disse que está preparado para presidir a OAB-SP.  “Não é uma candidatura personalista. Estou bastante preparado para presidir a entidade”, afirmou o candidato Marcos da Costa.

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