Vice de Serra diz que Haddad não repassou recursos para SP quando foi ministro
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Vice de Serra diz que Haddad não repassou recursos para SP quando foi ministro

luizamonteiro

12 de setembro de 2012 | 07h30

O Estado de S. Paulo

Em entrevista à TV Estadão nesta quarta-feira, 12, Alexandre Schneider (PSD), vice do candidato José Serra  (PSDB) à Prefeitura de São Paulo, afirmou que Fernando Haddad (PT) não repassou recursos para a capital paulista quando foi ministro da Educação e disse que o petista precisaria ficar 50 anos no cargo para construir o equivalente de creches da gestão de Kassab. “O Haddad não avançou nas creches, fez cinco vezes menos do que fizemos em São Paulo, mesmo com um orçamento maior.   É muito fácil ficar em Brasília ficar assinando papéis e achar que o mundo vai mudar, tem que trabalhar junto”.

Mestre em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas, Alexandre Schneider foi Secretário Municipal de Educação entre 2006 e 2012. O candidato terá 30 minutos para apresentar suas propostas e responder às perguntas de jornalistas do Grupo Estado. O internauta também pode participar enviando perguntas pelo Twitter, usando a hashtag #viceSerra, pelo Facebook ou ainda pelo e-maileleicoes2012@estadao.com.

Na quinta-feira, 13, será a vez de Lucas Albano (PMN), vice de Soninha Francine (PPS).

Já foram entrevistados Nádia Campeão (PC do B), vice de Fernando Haddad (PT), Luiz Flávio D’Urso (PTB), vice do candidato Celso Russomanno (PRB),  Joaquim Grava, vice de Paulinho da Força (PDT), Marianne Pinnoti, vice de Gabriel Chalita (PMDB) e Edmilson Costa (PCB), vice de Carlos Giannazi (PSOL).

Abaixo, os melhores momentos da entrevista:

15h32 – “A campanha começou a ter condutas não adequadas. A ex-prefeita Marta insultou o Serra no Twitter, falou que ele era mentiroso. Acho que o debate tem que ser político e não pessoal. Temos muita tranquilidade para falar o que oPT e o PSDB fez na cidade. E Eu soube pelo jornal sobre essa cartilha. Eu não tinha conhecimento, nem o Serra tinha”.

15h30 – “O Serra não ficou 2 anos na prefeitura, ficou 6. Como governador, ele investiu em SP como ninguém investiu. Ele foi um governador que olhou muito para SP. Ele vai ficar os 4 anos e até mais se a população quiser que ele continue”.

15h28 – “A população quer mudanças porque ela quer mais. A gestão do Kassab tem 7 anos, então, é natural que haja um desgaste, vejo isso com muita naturalidade. Na rua, o Serra é muito recebido. Eu vejo, porque acompanho. Quando a gente consegue explicar para população como recebemos a cidade e como ela mudou, ela entende. O Kassab aparece na televisão, então, ele é um aliado nosso, não temos receio de nenhum aliado nosso. Ele foi um grande prefeito, ele teve coragem de mexer na cidade”.

15h26 – Schneider diz que Kassab não largou a cidade em prol da criação do PSD. “Não tem um dia que ele não tivesse um compromisso público. As pessoas não imaginavam ao sucesso da criação do partido, talvez isso tenha levado as críticas. Mas é só observar a agenda pública do Kassab, ele não largou a cidade. A cidade não está lagarda, tem problemas, e sempre vai ter”.

15h25 – “Nossa proposta no transporte prevê forte investimento em transporte coletivo. Kassab foi o 1ª em décadas a investir fortemente em metrô. Vamos construir mais corredores e ter semáforos inteligentes.”

15h23 – “A saúde de SP tinha cerca de 500 equipamentos, hoje tem mil. Construímos 2 hospitais novos e mesmo assim a saúde sendo uma questão. Quando você melhora um serviço, mais gente o procura.A questão do transporte não vai ser resolvida só no transporte, mas também tem que levar emprego mais perto das casas das pessoas”.

15h21 – “Acho que ele tem uma carreira como comunicador que fez que ele se tornasse conhecido, em uma área que trabalhasse com os direitos. Não acho que seja um fenômeno, as eleições estão começando”.

15h20 – Shneider fala sobre padrinhos políticos: “Eu acho normal. Acho que a cidade tem que ficar preocupada porque quem governa não é o padrinho. Nosso candidato não precisa de gente do lado. Os padrinhos têm um sentido na campanha até que as pessoas passam a conhecer o candidato”.

15h18 – A Filândia, que tem a melhor educação do mundo, é progressão continuada. Não há mais falta de professor e salas de aula lotadas. Metade das escolas tinham Ideb abaixo de 4, hoje é apenas 5%. É infinitamente melhor do que estava antes.

15h15 – “O Alckmin em 6 meses passou recursos para SP para construir creches. Não veio recursos para creche, não foi construída escolas ténicas em SP quando Haddad estava como ministro. Outros ministérios do govenro Lula e Dilma colocaram recursos em SP. Não é estranho que apenas o MEC não tenha feito por SP? O que fez Haddad nas creches? 293 creches, cinco vezes menos do que aqui. É muito fácil ficar em Brasília ficar assinando papéis e achar que o mundo vai mudar, tem que trabalhar junto. Acho que um gestor público tem que ter responsabilidade pelo seu trabalho, colocar culpa nos outros sempre é mais fácil”.

15h13 – “O Haddad não avançou nas creches, fez cinco vezes menos. Ele precisaria ficar 50 anos no Ministério da Educação para fazer o que a gente fez”.

15h12 – “Isso é ilusionismo. Eu fui procurar o Haddad para buscar os recursos. Acontece que o programa que ele criou é ruim. A única creche que o Haddad inauguou foi em Angra dos Reis com a Dilma e ela fechou no dia seguinte porque não estava pronta. O Haddad fez cinco vezes menos do que aqui mesmo com orçamento maior”.

15h10 – “Kassab recuperou os espaços públicos, que eram tomados pelos privados. Segundo na educação, as crianças estudavam 4 horas e em escolas de latas. Os professores ganham mais e há mais crianças nas creches. A gente tem um grande desafio ainda nas creches, mas ninguém tinha feito”.

15h09 – “Kassab ganhou eleição de 2008 com mais de 60% dos votos contra a Marta, que é um candidata difícil de vencer. A gente pegou uma cidade que era terrra arrasada. Agora, as pessoas querem mais no final de gestão. Acho que daqui um tempo será reconhecido”.

15h07 – “A gestão do Kassab passa no momento eleitoral por um volume de críticas maior. A gestão de Kassab transformou muitas coisas nessa cidade, e ela vai ser reconhecida no momento certo”.

15h06 – Schneider fala sobre alta rejeição de Serra nas pesquisas: “Serra é o candidato mais conhecido e que passou muitos embates na vida dele. Seja como gestor ou embates políticos, então, é natural que ele tenha maior rejeição do que candidatos novos”.

15h05 – “O que a gente precisa é ter clareza nas propostas e não se preocupar com o adversário. Temos certeza que vamos chegar ao 2ª turno. Temos o melhor candidato, com experiência e com as melhores propostas”.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.