As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Proposta de bilhete de Haddad é esdrúxula, diz vice de Giannazi

luizamonteiro

06 de setembro de 2012 | 07h30

de O Estado de S. Paulo

Em entrevista para a TV Estadão nesta quinta-feira, 6, Edmilson Costa, vice do candidato Carlos Giannazi (PSOL) à Prefeitura de São Paulo afirmou que a proposta do bilhete único mensal de Fernando Haddad (PT) é “esdrúxula”. Para ele, “A questão do transporte não é o bilhete. O bilhete mensal não atinge a origem do problema”. Costa ainda criticou o candidato do PSDB, José Serra, dizendo que o tucano fica “eternamente se justificando” que não vai sair do mandato. “Ele já fez uma vez, por que não vai fazer de novo?”, indagou.

Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), é professor universitário. Nas eleições de 2010 foi candidato à vice-Presidência da República na chapa de Ivan Pinheiro, também do PCB. Em 2008, Costa se candidatou a prefeito em São Paulo pelo mesmo partido.  O candidato terá 30 minutos para apresentar suas propostas e responder às perguntas de jornalistas do Grupo Estado. O internauta também pode participar enviando perguntas pelo Twitter, usando a hashtag #viceGiannazi, pelo Facebook ou ainda pelo e-mai leleicoes2012@estadao.com.

A série Entrevistas Estadão com postulantes a vice no pleito de São Paulo já teve a presença de Marianne Pinotti, vice de Gabriel Chalita (PMDB) e  Joaquim Grava, vice de Paulinho da Força (PDT), Na próxima semana, na segunda-feira, 10, será a vez de Luiz Flávio D’Urso, vice de Celso Russomanno (PRB); na terça, 11, Nádia Campeão (PC do B), vice de Fernando Haddad (PT); na quarta, 12, Alexandre Schneider (PSD), vice de José Serra (PSDB); e Lucas Albano (PMN), vice de Soninha Francine (PPS), na quinta, 13.

Abaixo, os melhores momentos da entrevista:
15h30 – “Nós miramos muito nos médicos cubanos de família, que estão nos bairros e fazem a medicina preventiva. Tem que fazer a medicina preventina, com sistema público e gratuito. Criar unidades de saúde nos bairros com equipes bem treinadas e bem pagas. São Paulo tem o 5ª orçamento da República, é muito dinheiro, e esse dinheiro dá para resolver grande parte dos problemas da população”.

15h29 – “A ação na cracolândia foi criminalização da pobreza. Foi uma desumanidade muito grande, atuando sobre o drogado, não sobre o problema. A droga não é feita ali, os barões das drogas estão em outros locais”.

15h28 – “A questão da dependência química é um problema da sociedade moderna. Acho que tem que ter política especial para essas pessoas, não tratar como marginais, mas como doentes com clínicas especializadas”

15h26 – “A cultura de São Paulo é de elite, queremos levar a cultura para a massa. Por que não fazer centros culturais em todas regiões? Nosso objetivo é fazer não só uma Virada Cultural por ano, mas abrir espaço para que novas gerações se desenvolvam culturalmente perto de suas residências, como os filhos dos burgueses”.

15h24 – Sobre transporte: “Nós temos o caos em SP”. Para o vice, o carro ser o principal transporte é fruto da falta de investimento em locomoção pública. “Tem que buscar construir corredores, trens leves sobre trilhos e desprivatizar o transporte público. É uma passagem muito cara, é um absurdo o trabalhador pagar R$ 3 na passagem. Nosso objetivo é reduzir chegar até zero”.

15h22 – “Sou professor de economia brasileira, dou aula desde a década de 30 até o governo Lula. Acho que o governo Lula governa na essência do capital. O PT foi se modificando como um camaleão até chegar ao poder. Agora, está buscando limitar o direito de greve, enquando esses que fazem parte do partido cresceram fazendo greve”.

15h21 – “Eu penso o que foi realizado na China foi um grande feito, saiu de um país camponês para um país industrializado”.

15h19 – “Eu sou favorável ao modelo cubano”. Candidato diz que em Cuba não tem censura. “Lá tem um conjunto de meios de comunicações que apoiam o governo”.

15h16 – Vice fala sobre presidente Hugo Chávez: “Não tem censura na Venezuela, os meios de comunicações empresariais tem maior número do que os estatais. Na Venezuela, tem uma diversidade enorme de meios de comunicações nas mãos dos trabalhadores. Agora por que querem mostrar que lá se infrigi a liberdade de imprensa? Porque lá é um local onde as forças que não são da ordem podem se expressar”.

15h15 – Vice fala sobre Russomanno: “É um cara que não é sustentando por nada, era da TV, e busca fazer um discurso de bom moço, e na verdade, tem uma trajetória de votar com os partidos da ordem”.

15h12 – “No horário eleitorais, vemos promessas exdrúxulas, com candidatos prometendo coisas que não fizeram quando estavam no poder. As mais esdrúxulas são do Haddad e do Serra. A questão do transporte não é questão do bilhete. O bilhete não atinge a origem do problema. O Serra fica eternamente se justificando que ele não vai sair do mandato e vai cumprir. Ele já fez uma vez, por que não vai fazer de novo?”

15h09 – “A gestão Kassab foi feita para criminalizar os movimentos sociais, é tipicamente conservadora. Ele colocou coronéis na subprefeitura, demonstrando seu viés autoritário e sua incompatibilidade com a população. Kassab construiu um partido que é igual a um chuchu, ou seja, não tem ideologia, não é de centro, não é de esquerda, nem direita”.

15h08 – “Estamos travando uma batalha desigual, do ponto de vista econômico, político e do tempo eleitoral. Não temos tempo para a população compreender nossas ideias”.

15h07 – Candidato quer construir um projeto anticapitalista.

15h06 – “Os políticos comprometidos com o poder econômico vão governar para os empresários e  para a elite”.

15h05 – “A nova forma de política é não ter essa promiscuidade com o empresariado, que financia campanhas e quando o candidato ganha prioriza empresas nas licitações. Teria que haver um financiamento público”.

15h – Vice de Giannazi diz que é necessário construir uma nova forma de fazer política. “Achamos que temos essa possibilidade. Nosso objetivo é construir uma frente de esquerda, capaz de colocar a sociedade em movimento”.

 

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.