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Vereador Ota defende ação da GCM junto à PM

Lilian Venturini

23 de outubro de 2012 | 09h36

Cristiane Salgado Nunes – O Estado de S.Paulo..

Em entrevista à TV Estadão, nesta terça-feira, 23, o vereador eleito Masataka Ota (PSB), defendeu a ação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) junto à Polícia Militar (PM) e o aumento da vigilância nas ruas. O vereador também prometeu que irá trabalhar junto com a “bancada da segurança”.

Ota afirmou que se candidatou focado “nas crianças” e irá apoiar a implementação de tempo integral nas escolas públicas e a construção de mais creches.

O vereador declarou seu apoio ao candidato do PT, Fernando Haddad, e contou que o conhece desde que ele era jovem, quando trabalhava no comércio da Rua 25 de Março. “Eu tinha uma loja e comprava tecidos do pai dele. Haddad era quem anotava todos os pedidos”.

Questionado sobre a influência do mensalão na eleição de Haddad, Ota disse acreditar que o julgamento não irá interferir na disputa. “Já estamos na reta final, Haddad está praticamente eleito com 12 pontos a frente do Serra”. O vereador ainda defendeu a prisão dos condenados no processo como “exemplo aos outros que praticam corrupção”.

Ota avaliou como positiva a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e elogiou o projeto Cidade Limpa. “Não dá para fazer 100%, mas vejo que ele foi um bom prefeito”, ponderou.

Sobre a ação da polícia na Cracolândia, o vereador afirmou que os usuários de crack apenas se “esparramaram” pela cidade e argumentou que é preciso ter tratamento aos viciados.

Tratando sobre o caso do assassinato da jovem Caroline Silva Lee, de 15 anos, durante um assalto em Higienópolis, na madrugada do último domingo, 21, Ota defendeu o endurecimento do Código Penal. “Se ele forem condenados a 2 anos, vão ficar no máximo 6 meses”, disse.

Ives Ota. Vestindo uma camiseta com a foto de seu filho Ives, assassinado em agosto de 1997, aos 8 anos, Ota contou que perdoou o criminoso responsável e, após conversar com o assassino na cadeia, constatou que ele estava arrependido. “Quando a gente perde um filho, a primeira coisa que vem é o ódio, mas eu não estava mais conseguindo viver assim”.

Ota disse que sua esposa, a deputada federal Keiko Ota (PSB), também usa a camiseta ao subir no plenário em Brasília e atua pelo fim da impunidade e por penas mais rígidas para crimes contra a vida.

Entrevistados. A série da TV Estadão vai entrevistar dez dos novos vereadores com maior número de votos de cada partido. O mais votado, Roberto Tripoli (PV), recusou o convite. Ricardo Young, mais votado pelo PPS, também foi convidado, mas não vai participar por estar fora de São Paulo. Já foram entrevistados Andrea Matarazzo (PSDB), Conte Lopes (PTB), Nabil Bonduki (PT), Ari Friedenbach (PPS) e Mario Covas Neto (PSDB).

 Abaixo melhores momentos da entrevista:

14h33 – Ota diz que conhece a “bancada da segurança” e vai trabalhar junto para fazer o melhor. “Ninguém caiu ali de paraquedas, todo mundo ali está preocupado com a segurança”.

14h32 – Ota defende a prisão dos condenados no mensalão. “Tem que ser preso mesmo para dar exemplo aos outros”.

14h31 – Ota não acredita que o mensalão vá influenciar na eleição de Haddad. “Já estamos na reta final, Haddad está praticamente eleito com 12 pontos a frente do Serra”.

14h30 – Ota diz que o grande número de votos brancos e nulos é porque “o povo está desanimado”. Ota diz que a política precisa se renovar, mas as pessoas precisam aprender a votar direito.

14h29 – Ota diz que tudo o que for para o benefício do povo vai estar ao lado dos outros vereadores.

14h28 – Ota diz que sua esposa também usa a camiseta com a foto do filho quando sobe no plenário. “Hoje foi meu filho, amanhã pode ser seu filho também”.

14h27 – Ota diz que usa até hoje camiseta com o filho dele. “Não é porque o Ives faleceu que vou esquecer. Sem essa camiseta sinto que estou pelado. Diariamente uso essa camiseta com a foto”.

14h25 – Sobre a Cracolândia, Ota diz que a polícia apenas “esparramou”. “Tem que ter tratamento sério para os viciados”.

14h24 – Ota acha que a vigilância tem que ser mais dura e defende que a Guarda Civil Metropolitana “também se junte à PM”.

14h23 – Ota diz que “não é por causa de 1 ou 2” que tem que condenar a violência da corporação da Polícia Militar.

14h22 – Jornalista comenta sobre o caso do assassinato de uma jovem de 15 anos durante assalto em Higienópolis. Ota diz que se os ladrões  são favorecidos pelo Código Penal. “Se ele forem condenados a 2 anos, vão ficar no máximo 6 meses”. Ota defende endurecimento do Código.

14h21- “O Kassab foi um bom prefeito”. Ota elogia o Cidade Limpa. “Não dá para fazer 100%, mas vejo que ele foi bom prefeito”.

14h20 – “Minha campanha foi mais na periferia do que na área central”.

14h18 – Ota diz que está apoiando Haddad. “Eu o conheço desde quando ele era mais jovem. Eu tinha comércio de tecidos e comprava tecidos do pai dele. Haddad anotava todos os pedidos.” Ota disse que quando foi à Brasília com sua esposa, encontrou Haddad como ministro da Educação e o petista lembrou dele. Ota diz que Haddad é o “novo”.

14h15 – “Ele estava arrependido, sim. Quando terminei a conversa, falei para ele sobre a filha dele de 5 anos. Falei: Você tem uma filha, né? Eu quero contar para sua filha o que você fez. Eu quero que ela tenha filhos e um casamento feliz, coisa que não vou poder ter com o meu porque você o tirou de mim”.

14h12 – Ota é questionado se perdoou os criminosos que mataram seu filho. Ota responde que o perdão o ensinou a tirar a mágoa que existia nele. “Quando a gente perde um filho, a primeira coisa que vem é o ódio, mas eu não estava mais conseguindo viver assim”. Ota disse que conversou com o assassino de seu filho e o perdoou. Ele diz que os assassinos falaram que se arrependeram muito. “Quando você enfrenta olho a olho, você vê que eles não são homens, não são gente. Eu estou livre da vingança, de ódio. Antigamente, eu não conseguia dormir. Essa transformação de perdoar foi por Deus”.

14h11 – Ota diz que se elegeu pelo lema de cuidar das crianças.

14h10 – Ota diz que na página de Keiko existe um abaixo-assinado contra o fim da impunidade.

14h08 – Ota diz que sua esposa, deputada federal Keiko Ota, está lutando para aumento da pena máxima e o diminuição do tempo para começar o julgamento.

14h07 – “Entrei como candidato a vereador focado nas crianças”. Ota diz que quer fazer lei para ter escola integral e mais creches. Ota critica o crescimento da violência.

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