As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Mario Covas Neto diz que PSDB perdeu chance de lançar novo nome em SP

Lilian Venturini

22 de outubro de 2012 | 07h33

Por Cristiane Salgado Nunes, O Estado de S.Paulo

Em entrevista à TV Estadão nesta segunda-feira, 22, o vereador eleito Mario Covas Neto (PSDB) afirmou que o partido perdeu a oportunidade de lançar um novo nome para a eleição à Prefeitura de São Paulo. “Nos últimos dez anos, o Serra é candidato pela quinta vez. Acho que os eleitores estão cansados de sempre ter o mesmo nome”, justificou.

Apesar de ressaltar que não é contrário à candidatura de Serra, Covas Neto disse que qualquer um dos outros pré-candidatos poderiam ter sido escolhidos para renovar o partido.  “Acho que o Serra vai ganhar a eleição, mas ele deveria ter se preservado”, pondera o vereador, lembrando que o tucano conquistou a maioria dos votos no 1º turno (1.884.849 de votos, representando 30,75% do total).

 


Embora observe que muitas das propostas de Fernando Haddad (PT) não se diferem totalmente do programa do PSDB para a capital paulista, Covas Netos criticou o partido do adversário e apontou que o petista é a “expressão de José Dirceu”. “O PT tem uma prática de aparelhar a máquina pública com seus filiados, o que prejudica a sociedade”, comentou.

Covas Neto defendeu a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e avalia que a cidade está bem cuidada. Para ele, o alto índice de rejeição de Kassab se deve à imagem criada do prefeito, que estaria mais envolvido com a criação do PSD do que com a administração de São Paulo. “O problema dele é político, não administrativo”, argumentou. O vereador ainda criticou o fato de só existir coronéis, ex-policiais militares, no comando das subprefeituras e o distanciamento do prefeito com a população.

Como proposta, o vereador afirmou que pretende tornar o centro da cidade em um local 24 horas e citou a existência de uma rua em Curitiba que adota esse modelo. Para a região, Covas Neto ainda propôs o aproveitamento de prédios desocupados para a habitação popular.

 

Mário Covas. Filho do ex-governador Mário Covas, o vereador falou que o peso do que carrega é “enorme” e enfatizou que isso aumenta a responsabilidade com os seus eleitores. Questionado por que demorou para entrar na política, Covas Neto respondeu que sempre conviveu com campanhas eleitorais por causa de seu pai, mas nunca tinha sido um homem da “linha de frente”. Covas Neto disse que sua experiência como secretário municipal na  Prefeitura de Caraguatatuba, no litoral norte paulista, o motivou para seguir carreira política.

Entrevistados. A série da TV Estadão vai entrevistar dez dos novos vereadores com maior número de votos de cada partido. O mais votado, Roberto Tripoli (PV), recusou o convite. Ricardo Young, mais votado pelo PPS, também foi convidado, mas não vai participar por estar fora de São Paulo. Já foram entrevistados Andrea Matarazzo (PSDB), Conte Lopes (PTB), Nabil Bonduki (PT) e Ari Friedenbach (PPS). Nesta terça-feira, 23, será a vez de Ota (PSB).  

Abaixo os melhores momentos da entrevista:

14h30 – “Eu acho que a administração de Kassab é uma boa gestão. A cidade está bem cuidada. Acho que o problema dele é político, não administrativo”. Covas Neto diz que é contra colocar “só coronéis” nas subprefeituras e aponta distanciamento dele com a população como fator para a alta rejeição. “Durante um tempo, Kassab passou a imagem de envolvimento com a criação do partido e se acreditou que a administração ficou de lado. Mas não foi isso o que passou”.

14h24 – “O PT tem uma prática de aparelhar a máquina pública com seus filiados”. Covas Neto diz que a prática do “toma lá, dá cá” também se mostrou negativa”. “Ouvi as propostas de Haddad, não diferem muito, em muitas delas temos o mesmo pensamento. Mas como a cidade pode escolher um candidato é a forma de expressão do José Dirceu?”

14h21 – Covas Neto diz que pretende tornar o centro uma região 24 horas. “Poderíamos ter um 3ª turno de trabalho”. Vereador cita que em Curitiba existe uma rua 24 horas. “Poderíamos até aproveitar prédios desocupados para habitação popular”.

14h18 – “Não estou dizendo que não poderia ser o Serra, não estive contrário”. Covas Neto diz que escolha é legítima, mas o seu nome poderia ser preservado para outra situação. “O eleitor está cansado de tantas vezes ele ser candidato. Mas Covas diz que o eleitor sabe que “Serra é o que tem mais competência para governar a cidade”.

14h15 – “Nos últimos dez anos, o Serra candidato pela 5ª vez. Acho que os eleitores estão cansados de sempre ter o mesmo candidato. Covas Neto diz que o PSDB deveria ter escolhido um novo nome. “O PSDB perdeu a oportunidade de lançar um novo nome. Acho que o Serra vai ganhar a eleição, mas ele deveria ter se preservado”. Covas Neto diz que Serra e Alckmin são os nomes que o partido sempre lança para candidaturas. “O partido ficou dependente do poder, ganhar eleição não é tudo. Acho que o PSDB tem que retomar sua origem histórica”.

14h14 – Covas Neto nega que o PSDB faça polítca para ricos e PT para os pobres.

14h11 – “Meu pai tinha um viés muito mais partidário do que o Serra. Ele era um representante do partido, não usava como instrumento para ser candidato. O FHC tem uma atividade partidária, semelhante ao meu pai, mas com um desprendimento público diferente de Serra e do Mário Covas. O FHC foi um excelente presidente, mas ele tinha um caráter de representação maior, que ultrapassava o limite nacional. Meu pai e o Serra tem um viés mais interno, de políticas públicas”.

14h09 – “Eu não acho que política é caso de proveito”, Covas Neto justifica porque demorou para entrar na política. “A opção pela vida pública é uma opção por inteira. Nos últimos anos, fui Secretário Municipal no litoral norte e pude participar e ter um cargo público. Isso talvez tenha me motivado”.

14h06 – Covas Neto diz que é 1ª vez que ele é candidato, apesar de ter participado e vivido com campanhas eleitorais várias vezes, devido ao seu pai.

14h05 – Vereador diz que o peso de carregar o nome “Mario Covas” é enorme. Vereador diz que há sentimento muito positivo, o que aumenta a responsabilidade com os eleitores.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.