Conte Lopes (PTB) quer ampliar poder da Guarda Civil Metropolitana
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Conte Lopes (PTB) quer ampliar poder da Guarda Civil Metropolitana

Lilian Venturini

16 de outubro de 2012 | 09h55

O Estado de S. Paulo

Eleito sob a bandeira da segurança pública, o futuro vereador Conte Lopes (PTB) disse em entrevista à TV Estadão nesta terça-feira, 16, ser favorável à ampliação dos poderes e atribuições da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para melhorar a situação da violência em São Paulo. “Não resta a melhor dúvida” de que a GCM precisa ser reforçada, afirmou o vereador eleito. O primeiro passo, segundo ele, é ampliar o contingente atual, de 6 mil guardas, para 15 mil.

Entre outras medidas, Conte Lopes também disse ser necessária a criação de leis que protejam os policias, uma vez existe uma verdadeira guerra entre os criminosos e as forças de segurança da cidade. “Não podemos viver aterrorizados, o policial não pode ser caçado pelos bandidos. Nas andanças que fizemos por aí, vimos que o policial está com medo. Ele não tem escapatória”, declarou.

Conte Lopes também defendeu o porte de arma por parte de civis, mas “dentro das leis”.  “O Estado não te defende? Por que você não pode se defender?”, afirmou, acrescentando que não vê riscos se os portadores de armas de fogo estiverem preparados para usá-las.

O vereador indicou que seu partido apoiará José Serra (PSDB) no segundo turno, mas disse que a urgência das mudanças necessárias para melhorar a segurança pública “independe do partido” que chegar à Prefeitura. Ele afirmou também que, agora que ocupa um lugar na Câmara dos Vereadores, cobrará o governador do Estado, Geraldo Alckmin, pela implementação de mais políticas.

Bancada da bala. Conte Lopes não foi o único dos vereadores que se elegeu sob a bandeira da segurança pública. Além dele, o coronel Paulo Adriano Telhada (PSDB), o quinto mais votado, atuará no legislativo municipal. O vereador do PTB chamou a atenção para o diálogo que os dois e outros vereadores podem manter, formando a “bancada da bala” na Câmara. “Acho que é importante a gente conversar. A situação realmente está crítica em relação à segurança pública. Você não consegue ir em um restaurante, em um cinema. Está um terror”, admitiu.

Quanto às propostas para as demais áreas, ele disse que saúde e educação são outras prioridades. O vereador comentou ainda sobre o chamado “kit gay”, motivo de polêmica na campanha pela Prefeitura paulistana. Conte Lopes se disse contra a exposição de crianças que ainda não têm “formação sexual” a determinados conteúdos e declarou que, ao seu ver, “ser gay não é bom para ninguém”, concluindo que isso é assunto para a análise de psicólogos.

Entrevistas. Conte Lopes recebeu 31.947 votos e integra um grupo de cinco eleitos que exploraram a temática do combate à violência durante a campanha. Ele é ex-deputado estadual e comandou a Rota entre as décadas de 1970 e 1980.

A série da TV Estadão vai entrevistar dez vereadores eleitos em São Paulo. Além do mais votado, Roberto Tripoli (PV), participam nove dos novos vereadores com maior número de votos de cada partido. O primeiro convidado foi Andrea Matarazzo (PSDB). Nessa quarta-feira, será a vez de Nabil Bonduki (PT), e Jair Tatto (PT), na quinta, 18. Além de acompanhar a entrevista pela TV Estadão, você pode enviar sugestões de perguntas pelo Twitter, usando a hastag #ConteLopes, pelo Facebook ou ainda pelo email eleicoes2012@estadao.com.

Veja abaixo os principais momentos da entrevista:

14h39 – Encerrada a entrevista com o vereador Conte Lopes (PTB).

14h37 – Sobre o “kit gay”, Conte Lopes afirma ser contra a exposição de crianças que ainda não têm “formação sexual” a determinados conteúdos. “Ser gay não é bom para ninguém. Ao meu modo de ver, né?”, diz o vereador, concluindo que isso é assunto para a análise de psicólogos.

14h36 – Os projetos do vereador para outras áreas incluem a melhoria da educação e da estrutura dos hospitais.

14h35 – Quanto à reforma da Polícia Militar, ele não se mostrou favorável à política de ampliar a “inteligência da polícia”. “Devemos ter ação. A polícia tem que estar na rua para dar segurança à população. Precisamos de leis fortes e a polícia nas ruas”, diz.

14h34 – Sobre o papel da Guarda Civil Metropolitana, ele diz querer ampliar os poderes e as atribuições do corpo de segurança. “Não resta a menor dúvida”, diz ele. Conte Lopes nega que seja preciso mudar a Constituição para que a GCM participe mais ativamente da segurança. “Basta o prefeito querer”, declara.

14h31 – “Tem policial que pode até almoçar o bandido e ser jantado. Para policiais bandidos, tenho um projeto de lei que prevê que todo policial que se envolve no crime tem que ser mandado para a prisão de segurança máxima. Não tem punição no Brasil. A priori, temos que ter leis severas”, afirma o vereador do PTB sobre a corrupção na Polícia Militar. “Mas a lei também tem que proteger o policial”, conclui.

14h30 – “Estou cobrando e vou cobrar”, diz ele sobre as políticas de segurança pública na cidade, atualmente nas mãos do Estado. Ele nega que seja incoerente cobrar mais trabalho do governador Geraldo Alckmin, que também é do PSDB, partido de Serra.

14h29 – Conte Lopes indica que quem quer que venha a se eleger – José Serra (PSDB) ou Fernando Haddad (PT) – tem que olhar para a segurança pública. “A situação independe do partido”, aponta ele, dizendo que seu partido apoia a campanha do tucano.

14h26 – Sobre o PCC, ele afirma ser “um grupo de bandidos que dominou a cidade e tem força para matar quem quiser, a não ser que anda com seguranças”. “Eles têm fuzis, metralhadoras, dominam certas regiões, têm que cumprir ordens para matar, fazem seus próprios julgamentos…”, diz ele sobre o grupo criminoso. Conte Lopes prega a união de todos os órgãos de segurança para um trabalho em conjunto que mude a atual situação da cidade.

14h23 – Ele cita o caso do cabo Bruno, que foi assassinado pouco tempo depois de deixar a prisão. “Ele ficou vivo 15 dias”, afirma. “O crime perdeu o controle. Antes não podia falar do secretário, do governador. Agora, como representante do povo, eu posso”, diz Conte Lopes. Ele fala da Rota, dizendo que é preciso que o batalhão aja mais na cidade de São Paulo. “Acho que está na hora de mudar as coisas”, completa.

14h22 – Conte Lopes também se diz favorável ao porte de arma “dentro das leis”. “O Estado não te defende? Por que você não pode se defender?”, diz ele, afirmando que não vê riscos e que anda armado “até na praia”.  “É uma situação de gato e rato. Se eu tiver que ir e puder levar alguém comigo, eu levo”, declara.

14h20 – Sobre os casos de resistência seguida de morte, Conte Lopes afirma que o despreparo da polícia está ilustrado nas “caçadas” de bandidos a policiais. “A guerra contra o crime nunca vai acabar”, afirma o vereador. “Você tem o direito de se defender, ninguém quer morrer. Quero leis que mantenham o policial vivo. Violência gera violência dos dois lados”, diz.

14h17 – “É melhor ser bancada da bala do que da mala”, diz o vereador sobre os demais ex-militares eleitos. “Acho que é importante a gente conversar. A situação realmente está crítica em relação à segurança pública. Você não consegue ir em um restaurante, em um cinema. Está um terror”, afirma.

14h16 – Quanto às políticas das subprefeituras, o vereador afirma que houve um lado bom de indicar policiais a esses cargos. “A corrupção diminuiu”, diz ele, ressaltando, porém, que houve prejuízo no lado político.

14h15 – “Não vou dizer que a PM quer influenciar a política em São Paulo. Quem escolheu os representantes foi ele [o prefeito Gilberto Kassab]”, diz Conte Lopes sobre o fato de vários policiais ocuparem cargos nas subprefeituras.

14h14 – Como deputado, Conte Lopes criou apenas projetos para o Estado, como a aposentadoria para policiais que estão enfrentando processos. Ele foi responsável por uma série de medidas que ajudou a carreira dos policiais militares.

14h12 – “Não podemos viver aterrorizados, o policial não pode ser caçado pelos bandidos. Nas andanças que fizemos por aí, vimos que o policial está com medo. Ele não tem escapatória”, diz o vereador.

14h11 – “Acho que está na hora de tomar uma atitude. Cabe à Prefeitura, ao Estado… Estamos morrendo aí nas ruas”, diz o vereador. Para reforçar a segurança em São Paulo, ele diz que o primeiro passo é reforçar a Guarda Civil Metropolitana (GCM), que hoje tem 6 mil policiais. “Deveria ter 15 mil”, diz Conte Lopes.

14h08 – Como fortalecer o papel do município na questão da segurança pública? O vereador conta que, na época da ditadura, tudo o que dizia respeito ao assunto era tratado pelo governo federal. Agora, está nas mãos do governo do Estado. O vereador afirma, porém, que o governo estadual não consegue dar conta de todo o Estado de São Paulo. “Se o município não pode tomar conta, é um problema”, afirma.

14h – O vereador eleito Conte Lopes, que foi deputado por 24 anos e agora ocupará um assento na Câmara Municipal, já está pronto para a entrevista.

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