As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Operação Delegada terá novas funções em breve, afirma secretário

Lilian Venturini

28 de janeiro de 2013 | 10h03

O Estado de S.Paulo

Parte do efetivo da Operação Delegada passará a realizar outros serviços na cidade, como segurança em parques, praças e Unidades Básicas de Saúde, afirmou o novo secretário municipal de Segurança Urbana, Roberto Porto, nesta segunda-feira, 28, em entrevista à TV Estadão. “O prefeito Haddad quer voltar a atuação desses cerca de 4 mil homens para outras funções do município. Isso será nos próximos dias”, afirmou.

Atualmente, a operação, composta por policiais militares que trabalham para a Prefeitura nas horas vagas, é focada basicamente no combate ao comércio irregular nas ruas. Segundo Roberto Porto, ainda nesta semana será aditado o convênio que permitirá aos oficiais assumir as novas funções.

Desde que assumiu a prefeitura, Haddad vem sinalizando a intenção de mudar o perfil da atuação da Operação Delegada. De acordo com o comandante geral da PM, Benedito Meira, os PMs devem passar a aplicar multas contra barulho. Cerca de 4 mil oficiais integram o efetivo e a operação custa R$ 150 milhões ao ano para a Prefeitura.

Roberto Porto, promotor de Justiça e ex-integrante do Grupo de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi o quarto convidado da série de entrevistas da TV Estadão com os novos secretários da gestão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Durante a semana, serão entrevistados o secretário de Relações Governamentais, João Antônio, na quarta-feira, 30; e o presidente da SPTuris, Marcelo Rehder, na sexta, 1º de fevereiro. O encontro é transmitido ao vivo e aberto à participação dos internautas, que podem enviar perguntas pelo Twitter, usando a hashtag #estadaosecretarios, ou pelo Facebook do Estado.

Na semana passada, participaram da série de entrevistas o titular da Promoção da Igualdade Racial, Netinho de Paula; o secretário de Esportes, Celso Jatene; e o titular da Educação, César Callegari.

 Abaixo, os principais momentos da entrevista:
12h30 – 
Feira da Madrugada: Estamos buscando melhorar a situação com o Ministério Público. É estudado Termo de Ajustamento de Conduta para garantir a segurança de quem trabalha naquele local. “Não temos situação que pode ser digna de elogio. Precisamos de parceria, como por exemplo o Ministério Público. Precisaríamos criar sistemas de evacuação em casos de incêndio, de segurança, melhor utilização do espaço (em razão de box irregulares), há produtos piratas. São assuntos que envolvem outras secretarias.” É encerrada a entrevista.

12h29 – Cracolândia: “Há por parte do município uma mudança (em como agir no local). Não é uma questão a ser resolvida pela guarda. Ela é de fundamental importância, mas garantindo a segurança para que outras áreas da Prefeitura possam atuar ali”, diz o secretário. Segundo ele, o papel da guarda é zelar pela segurança do espaço público e garantir que os programas sejam executados ali.

12h26 – Orçamento: “Os R$ 330 milhões pagam as contas. Estamos buscando novos investimentos com os governos federal e estadual. Temos perspectivas para, em fevereiro, de receber recursos do governo federal.”

12h24 – Incêndios e segurança em locais fechados: Há uma preocupação muito grande do prefeito em relação a isso e inclusive hoje ele convocou reunião para reforçar a segurança em locais onde há aglomeração. “Fogos em ambiente fechado é terminantemente proibido nos Estados Unidos, por exemplo. É importante a população participar disso. Ao entrar num estabelecimento, fiscalizar e denunciar falhas. Aqui em São Paulo temos o telefone 153.”

12h22 – Defesa Civil: “O prefeito Haddad determinou de imediato a reestruturação da Defesa Civil. Tivemos hoje um número de veículos adequado.” Nos casos de remoção de famílias de área de risco, há um protocolo de atendimento e existem equipes determinadas para atuar nesse tipo de atuação.

12h17 – A ideia, segundo Porto, é transformar a guarda em um perfil comunitário. Para isso, será feito um processo de reciclagem para evitar episódios recentes como o ocorrido na Praça Roosevelt, quando policiais e skatistas se enfrentaram no local. “Estamos criando protocolo de abordagem (para morador de rua)”, complementou Porto. “Acho que vai cair drasticamente o índice de violência por parte da guarda.”

12h13 – Segundo o secretário, haverá um concurso público ainda neste ano para aumentar o efetivo de guardas municipais,  hoje com 6,3 mil homens. O efetivo, complementa, além de reforçar a segurança nos parques, também voltará a ficar mais perto das escolas.

12h11 – Roberto Porto afirma que a guarda vai retomar a segurança dos parques municipais. “A guarda vai voltar a ocupar esses espaços. A banda vai tocar todo fim de semana nos parques. É um papel de reaproximação da guarda com a população. Vamos começar pelo Parque do Ibirapuera. Depende de um remanejamento.” Há previsão de fazer o programa “Corra com a Guarda”. “O usuário do parque precisa saber quem é o guarda. Esse entrosamento depende de iniciativas como essa.” No Ibirapuera atualmente são 134 homens, mas haverá novo remanejamento.

12h07 – Segundo o secretário, o foco dos policiais que atuarem na Operação Delegada serão questões ligadas ao município. Guardas também vão trabalhar em ‘casas de mediação’, para tentar solucionar impasses e evitar que brigas ou questões de bairro virem crimes. As casas de mediação já existem as áreas das subprefeituras, mas a ideia expandir esses espaços para bairros com maiores índices de criminalidade. Outros integrantes da Guarda Civil Metropolitana serão treinados para exercerem função de mediador.

12h – Mudanças na Operação Delegada: “A Operação hoje está voltada hoje apenas ao comércio ilegal de ambulantes. O prefeito Haddad quer voltar a atuação desses cerca de 4 mil homens para outras funções do município. Isso será nos próximos dias”, diz Roberto Porto. Segundo ele, esses policiais poderão dar reforço na área de segurança em regiões da cidade onde houver índices mais altos de ocorrências. Eles passarão a atuar em parques e locais públicos e a Operação Delegada também deve poder autar em ocorrências de Psiu.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: