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Mensalão ‘não pega muito’ na periferia, diz vereador Toninho Vespoli (PSOL)

Lilian Venturini

24 de outubro de 2012 | 09h49

Cristiane Salgado Nunes – O Estado de S.Paulo

Em entrevista à TV Estadão, nesta quarta-feira, 24, o vereador eleito Toninho Vespoli (PSOL), afirmou que o julgamento do mensalão “não pega muito” nos bairros periféricos como um critério de escolha do voto. Em suas caminhadas pela região durante a campanha, o vereador afirma ter observado que essa parcela do eleitorado está mais preocupada com questões locais. “Eles querem saber se vai ter condução ou dinheiro para comprar uma geladeira porque a antiga pifou”, comentou. Para Toninho, a classe média, que possui mais acesso à informação, é mais engajada nesse assunto.

O vereador reconhece que, apesar do partido ter declarado neutralidade no segundo turno, haverá militantes que votarão nulo e outros, em Haddad.

Toninho ainda declarou que se sente “extremamente confortável” com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao candidato do PSOL, Edmilson Rodrigues, à Prefeitura de Belém (PA). O vereador explicou que tanto o PT como o PSOL estão sendo “pragmáticos”. “É um jogo de xadrez para o PT que não quer que a região seja homogeneizada pelo PSDB”, argumentou.

O vereador afirmou que a atuação do partido na Câmara será de oposição, mas que os parlamentares do PSOL estão abertos ao diálogo. “Não negamos conversar com ninguém, mas temos nossos parâmetros bem fortes”, falou. Toninho declarou que o PSOL não apoiará medidas que incluem a privatização do serviço público e criticou a terceirização da merenda escolar.

Propostas. O vereador disse que é preciso “democratizar” a cidade para a população ter maior poder de participação nos assuntos da Câmara, e assim, evitar casos de corrupção. “A cidade é voltada apenas para alguns grupos, não para todos”, concluiu.

Toninho se declarou comprometido com as causa dos movimentos sociais e disse que apesar de ter uma forte inserção nas Comunidades Eclesiais de Base (CEB), se afastou para isso não parecer uma forma de “trampolim político”.

Para o ensino público, o vereador pretende diminuir o número de alunos dentro das salas para um educação de maior qualidade. Na saúde, Toninho apontou a necessidade de fixar médicos na periferia. “A maioria são provenientes de classe média, que tem condições de bancar o curso de Medicina, e por isso, se encontram em bairros mais centrais”. Como solução, Toninho propôs uma maior remuneração para atrair profissionais na região.

Entrevistados. Além de acompanhar a entrevista pela TV Estadão, você pode enviar sugestões de perguntas pelo Twitter, usando a hastag #ToninhoVespoli, pelo Facebook ou ainda pelo email eleicoes2012@estadao.com.

A série da TV Estadão vai entrevistar novos vereadores com maior número de votos de cada partido. O mais votado, Roberto Tripoli (PV), recusou o convite. Ricardo Young, mais votado pelo PPS, também foi convidado, mas não vai participar por estar fora de São Paulo. Já foram entrevistados Andrea Matarazzo (PSDB), Conte Lopes (PTB), Nabil Bonduki (PT), Ari Friedenbach (PPS), Mario Covas Neto (PSDB) e Ota (PSB).

Abaixo os melhores momentos da entrevista:

14h34 – Vereador propõe diminuir quantidade de alunos por sala de aula para uma educação de qualidade. Toninho também aponta a necessidade de fixar médicos na periferia. “A maioria são de classe média, que tem condições de bancar o curso de Medicina”. Vereador fala que é preciso ter uma remuneração maior para o médico se fixar nessas regiões.

14h31 – Vereador critica a falta de discussão sobre o gasto do Orçamento com a dívida pública.

14h30 – “Foi uma campanha que não prometemos nada. Apenas nos comprometemos estar ao lado dos movimentos sociais”.

14h237- “Eu tenho um inserção forte nas comunidades eclesiais de base”.  Toninho que se afastou das comunidades eclesiais para isso não parecer uma forma de “trampolim político”.

14h22 – Vereador diz que o PSOL atuará como oposição, seguindo o consenso dos deputados federais. “Uma coisa que votaremos a favor é a privatização dos serviços públicos”. Vereador cita o exemplo da merenda escolar

14h19 – Toninho diz que o modelo de educação com uma sala com 40/50 alunos não funciona e não forma crianças críticas. Vereador diz que é preciso aumentar o investimento.

14h17 – Toninho diz que um dos maiores problemas da sociedade é que as pessoas não aceitarem as diferenças e cita casos de violência aos homossexuais.

14h15 – Vereador nega que apoie Haddad nesta eleição. “O partido reconhece que vai ter votos nulos entre os militantes e votos ao Haddad também. Mas o PSOL não reconhece apoio a nenhum dos candidatos”.

14h13 – Vereador diz que a questão do mensalão “não pega muito” nos bairros periféricos. “Eles querem saber se vai ter condução, dinheiro para comprar nova geladeira que pifou”. Ele diz que a questão é mais relevante para a classe média, que tem mais acesso à informação.

14h11 – Vereador comenta sobre o apoio de Lula ao candidato à Prefeitura em Belém. “Me sinto extramente confortável. A contradição não está no PSOL, está no PT. É um jogo de xadrez para o PT que não quer que o local seja homogenizado pelo PSDB. Então, o PT está sendo extremamente pragmático, assim como o PSOL, que também não quer o PSDB, que tem uma política ainda mais conservadora.

14h08 – Vereador diz que é preciso democratizar a cidade. “A cidade é voltada para alguns grupos, não para todos”. Vereador diz que vai trabalhar na questão de educação e mobilidade urbana. Toninho afirma que é preciso dar poder para a sociedade opinar nas questões e, assim, evitar a corrupção.

14h05 – Apesar da bancada pequena do PSOL, vereador diz que os parlamentares do PSOL tem grande capacidade para discutir questões na Câmara. “A gente não se nega a conversar com ninguém, a gente está aberto ao diálogo, mas temos nossos parâmetros bem fortes. Mas a gente tem que olhar para fora da Câmara, a sociedade tem que exercer uma pressão”.

14h02 – Toninho diz que deixou o PT para ir ingressar no PSOL porque acredita que o partido abandonou suas bandeiras.

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