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Rede de internet sem fio em locais públicos pode estrear no 1º semestre, diz secretário

Lilian Venturini

31 de janeiro de 2013 | 08h57

O secretário municipal de Serviços de São Paulo, Simão Pedro (PT), afirmou em entrevista à TV Estadão nesta quinta-feira, 31, que a Prefeitura pretende oferecer acesso gratuito à rede de internet sem fio até junho em cinco ou seis espaços públicos da cidade com grande circulação de pessoas. “É um absurdo uma cidade como SP não oferecer esse serviço ainda (em lugares públicos)”, disse. “Cidades mais pobres do que São Paulo já têm”, lembrou, mencionando o caso de Osasco, na Grande São Paulo.

Simão Pedro também falou na entrevista sobre o contrato de coleta e varrição do lixo na cidade,  que considera “muito favorável às empresas e pouco favorável à ação da Prefeitura.” Ele diz que pretende aprimorar a fiscalização, reestruturando a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), que, segundo ele, foi encontrada “desaparelhada” e “sucateada”. Sobre a iluminação, o secretário afirmou que a cidade precisa de mais 16 mil pontos de luz, meta que considera “factível” de ser cumprida até o fim do mandato do prefeito Fernando Haddad, em 2016.

O secretário de Serviços é o sexto convidado da série de entrevistas transmitidas pela TV Estadão com a nova equipe composta por Fernando Haddad na Prefeitura. O encontro foi transmitido ao vivo, a partir das 11h30, e aberto à participação dos internautas, que podem enviar perguntas pelo Twitter, usando a hashtag #estadaosecretarios, ou pelo Facebook do Estado.

Ex-deputado estadual, Simão Pedro foi um dos coordenadores da campanha de Haddad nas eleições municipais. Ele será responsável pelos maiores contratos da Prefeitura: os da coleta do lixo e da varrição, de R$ 20 bilhões pelo período de 20 anos. Entre os seus desafios estão melhorar o serviço de limpeza, um dos pontos críticos da última gestão, e ampliar a coleta seletiva.

Nesta sexta, 1º de fevereiro, A TV Estadão entrevista o presidente da SPTuris, Marcelo Rehder. Já participaram da série o titular da Segurança Urbana, Roberto Porto; o titular da Promoção da Igualdade Racial, Netinho de Paula; o secretário de Esportes, Celso Jatene; o titular da Educação, César Callegari e o responsável pela pasta de Relações Governamentais, João Antonio.

Acompanhe os melhores momentos da entrevista:

12h09 – “Pretendemos abrir  o sinal (de rede de internet sem fio) até junho em alguns lugares”, disse o secretário, mencionando a Avenida Paulista e a região de Cidade Tiradentes como potenciais endereços. De acordo com Simão Pedro, a ideia é abrir os pontos em ao menos  cinco ou seis pontos, de início. “Cidades mais pobres que São Paulo já têm”, diz o secretário, citando  o exemplo de Osasco.

12h04 – O secretário afirma que falta informatização para fiscalizar os grande geradores. “Constatamos essas deficiências e temos que fazer um trabalho forte para que tenhamos uma autarquia funcionando”. A respeito de banda larga e acesso à internet sem fio: “É um absurdo uma cidade como SP não oferecer esse serviço ainda (em lugares públicos)”. Segundo ele, Haddad pediu para que ele estruture esse serviço, que será transferido para a secretaria. “Os próprios telecentros estão defasados, perderam a identidade”, diz. Uma nova licitação deve feita para o fornecimento dos materiais para os telecentros, informa o secretário de Serviços.

12h00 – A respeito dos grandes geradores de lixo, que têm que contratar empresas para coleta, o secretário afirma que a Guarda Civil já foi contratada e que há mais de mil processos de multa em andamento. “Encontrei um departamento de limpeza urbana em transição e desaparelhado. A última pintura foi feita na gestão da Marta Suplicy”. “O departamento está completamente sucateado. Estamos remontando a Anlurb”, afirma, citando que funcionários chegavam a levar água da própria casa para o departamento.

11h58 – Sobre lixo em terrenos baldios, perguntada de internautas, o secretário reafirma que o contrato atual  dá pouca margem de fiscalização à Prefeitura. “Queremos criar um sistema de fiscalização mais eficiente, inclusive com a participação do cidadão”. “Apenas um terço do entulho da cidade vai para aterros”, diz o secretário, segundo quem há cerca de 800 pontos viciados de descarte irregular de lixo. Na Grande SP seriam 1,5 mil.

11h56 – O secretário disse que já teve conversas com o sindicato da construção civil e outras entidades. Este ano haverá uma conferência nacional sobre os resíduos sólidos. “É uma grande oportunidade para discutir o tema”, acredita Simão Peedro.

11h53 – São Paulo coleta pouco mais de 1% do lixo reciclado e, mesmo assim, houve atrasos no começo do ano. “Hoje o registrado é 1%, 1,5%, mas temos vários pontos alternativos sem controle.” Segundo o secretário, estamos atrasados em relação às centrais de reciclagem. “Hoje tenho a primeira reunião com o movimento nacional de catadores”, diz. “Vamos estudar a situação de cada uma das cooperativas. Hoje, o sistema é muito paternalista, a Prefeitura faz tudo”. Segundo Simão Pedro, pode ser estudada a possibilidade de empresas entrarem no serviço da coleta, em um sistema misto.

11h51 – Sobre a coleta de lixo no Brás: “Vamos iniciar a partir do dia 6 uma campanha de informação e pedido de apoio”, menciona, para que a coleta seja feita de manhã, entre 7h e 9h30, evitando que o lixo seja remexido durante à noite e madrugada, quando a coleta era feita.

11h50 – “Certamente vamos ter que ter uma negociação para melhorar os contratos, que são muito favoráveis às empresas e pouco favoráveis à ação da Prefeitura.”

11h48 – Segundo o secretário, a Subprefeitura da Sé, com cerca de 2 milhões de habitantes, tem oito fiscais apenas. “Precisamos aprimorar isso”, menciona.

11h45 – Sobre a coleta de lixo residencial e comercial: cita que houve um corte de 18% nos contratos, o que postergou os investimentos, como ampliação da coleta aos domingos e da coleta seletiva. “A gestão de Kassab pagou o primeiro reequilíbrio e foi possível trazer de volta investimentos.” Seria possível implantar mais 17 centrais de reciclagem até 2016, diz ele. “Ganhamos a possibilidade de melhorar a gestão e recuperar investimentos, alguns dos quais já deveriam ter sido feitos.” Em relação aos novos contratos, como para capinação e limpeza de rua: “Identificamos muitos problemas: primeiro, a baixa capacidade de fiscalização”.

11h42 – “Nossa grande preocupação é com mobilidade urbana”, diz Simão Pedro, sobre o aterramento de fios de postes. Ele ressalva, porém, que o assunto não é inteiramente de sua alçada. O papel da iluminação sobre a segurança: “A Guarda Civil fez um levantamento sobre os locais onde foi detectada a falta de iluminação”, diz. “Nossa ideia é dar total prioridade no reforço da iluminação nos locais menos seguros. Para que possamos contribuir com a melhoria da sensação de segurança”.

11h40 – A cidade precisa de 16 mil novos pontos de iluminação, diz o  secretário. “É uma meta factível de ser alcançada em quatro anos”, diz Simão Pedro. O programa Iluminação e Cidadania está sendo preparado, afirma, para que locais-chave, como escolas e hospitais, não enfrentem a falta de luz.

11h39 – Segundo o secretario a Ilume está sendo reforçada e ele defende que mais de uma empresa presto os serviços.

11h36 – Sobre a iluminação pública, Haddad diz que quer rever o contrato. Simão Pedro: “Hoje uma unica empresa cuida de toda a iluminação”, explica. “A Ilume perdeu a possibilidade de fazer gerenciamento, porque foi tudo terceirizado”, diz. “Queremos reforçar a Ilume para que ela recupere seu papel de fiscalizadora e planejadora do sistema de iluminação”.

11h37 – Começa a entrevista

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